Muitos são os paraibanos que se destacam nacionalmente pelo conhecimento e preparo que conseguem transmitir, mas nem todos são conhecidos ou até mesmo reconhecidos. Com o objetivo de contar um pouco da história desses nomes que fizeram e fazem a diferença, sendo essências para a economia, cultura, arte, saúde, e tantos outros ramos, o portal PB Agora inicia uma série de entrevistas para fazer jus a esses PARAIBANOS DE DESTAQUE.

A mudança para a capital do país

A história de Carlos Antonio Vieira Fernandes não se resume apenas aos relevantes cargos que ele ocupou na Caixa. O executivo seguiu para Brasília, onde foi convidado para trabalhar no Ministério das Cidades, a convite do então ministro paraibano Agnaldo Ribeiro. Após deixar o Ministério das Cidades, Carlos assumiu outro cargo no Ministério da Integração Nacional, onde pôde dá a sua contribuição no projeto de Transposição do Rio São Francisco. No Ministério ocupou o cargo de Secretário Executivo e Ministro de Estado Interino.

“Nós temos um orgulho muito grande de podermos ter ajudado na transposição do Rio São Francisco. Sabemos da importância da transposição para os paraibanos”

Ainda no Ministério da Integração, Carlos teve as condições de abrir canais para a realização de importantes empreendimentos na Paraíba na área de mobilidade urbana, habitação entre outras.

Após reassumir suas funções na Caixa Econômica, o ilustre paraibano encarou mais um desafio – assumiu o comando do Fundo de Pensão da Caixa, em um momento delicado. A missão de Carlos foi ajudar a recuperar o Fundo de Pensão que tem mais de 137 mil famílias vinculadas e um patrimônio acima de R$ 65 bilhões. Como presidente do Fundo, ele conseguiu deixar uma governança estabelecida.

Missão cumprida, Carlos Antonio Vieira voltou então para o mercado financeiro, e assumiu com a Financeira do Banco Regional de Brasília (BRB) um banco regional, que já foi transformado em um banco de atuação nacional. Hoje com o consignado digital, é possível fazer transação no Brasil inteiro, inclusive operações na Paraíba.

“Essa é uma trajetória que muito me motivou. Estou no mercado de trabalho há 42 anos, mas ainda muito ávido para dá a minha contribuição nesse contexto todo de trabalho de vida e de país”

Um exemplo de liderança por onde passou

Em sua trajetória, ele também foi presidente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), presidente do Transportes Urbanos de Porto Alegre; presidente do Companhia Brasileira de Transportes Urbanos – CBTU, e atualmente é o diretor presidente interino do Banco Regional de Brasília.

Homem de coragem e determinação, Carlos sempre procurou estar preparado e alicerçado nos princípios herdados da família e na fé para vencer os desafios. Ele lembra que o mercado é sempre exigente, e quer resultados, principalmente no mundo moderno e na era digital. Para ele, o lucro é um subproduto de fazer as coisas bem feitas e com organização.

“Não existe mundo administrativo sem uma boa base de formação”

Foco em resultado, planejamento, propósito, inovação e respeito às pessoas, são alguns dos princípios e fatores preponderantes, citados por Carlos para alcançar o sucesso, conforme estabelece algumas organizações financeiras.

O momento econômico do país

Carlos observou que o Brasil atravessa uma crise econômica, mas diferente. Com a experiência de quem já presenciou várias crises financeiras, por estar muito ligado ao mercado financeiro e aos bancos, ele garantiu que o Brasil hoje está bem mais preparado para superar as turbulências atuais, que agitam e modificam o humor do mercado. Ele ressalta que alguns fundamentos passaram a ser praticados no Brasil, fundamentais para o país alcançar o desenvolvimento e crescimento econômico.

Para ele, o fundamento baseado no modelo da Economia Monetária Estável, que veio com o advento do Plano Real, tornou o país forte. O executivo observou que as crises que o Brasil viveu só foram superadas devido o equilíbrio conquistado com alguns planos econômicos.

Ele também defendeu a busca da boa gestão pública, do equilíbrio fiscal e do entendimento da responsabilidade fiscal, agregado a uma série de fatores, são fundamentais para o fortalecimento da economia nacional.

O executivo lembra que mesmo o desemprego ainda sendo um problema que afeta os brasileiros, os números não são assustadores. Isso porque a economia está estabilizada do ponto de vista fiscal. A inflação está controlada, e os números apontam para um crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano.

Olhando para o futuro, ele acredita que em 2020 o Brasil terá uma outra realidade fiscal, o que fará o País a recuperar a sua capacidade de desenvolvimento, e reduzir os índices de desemprego. Hoje segundo leitura do paraibano, com a nova economia e a revolução tecnológica, o Brasil tem carência de pessoas com mão de obra qualificada para assumir posições fazer operações complexas no mercado.

“Existe um espaço muito grande para a qualificação. E nós temos uma nova economia surgindo. Nós estamos vivendo a 4ª revolução bancária. Sempre haverá oportunidade para quem busca se qualificar” destacou.

As desigualdades regionais e as disparidades do Norte e Nordeste também foram abordadas por Carlos. Ele fez uma análise positiva, e disse que o Nordeste tem tido grandes oportunidades e outros fatores diferente de outras regiões, como grandes empreendimentos, um povo alegre, uma cultura riquíssima e uma sociedade que aprendeu sobreviver.

A estabilidade financeira da Paraíba

Ao se referir a Paraíba, ele disse que entre os estados nordestinos, é o mais preparado para superar as crises, devido a boa logística rodoviária e estrutura hídrica.

A economia paraibana tem um estágio consolidado, em algumas frentes e em alguns fatores, mas precisa se preparar para a nova realidade do mercado. Ele enalteceu a estrutura hídrica do Estado, o crescimento do agronegócio, a excelente infraestrutura rodoviária e a capacidade de empreender dos paraibanos. Ele ainda citou os avanços na educação, principalmente nas universidades públicas e privadas para formar mão de obra qualificada. Para Carlos todos esses fatores são essenciais para atrair o turismo como fonte de renda e alavancar a economia.

Em relação, a água, ele disse que o Estado pode transformar os recursos hídricos em um amplo projeto de agronegócio.

No entendimento de Carlos, só falta à Paraíba ter visão de longo prazo e construir um planejamento estratégico que não sofra de interrupções, quando for mudado o comando do Executivo Estadual.

“O Estado da Paraíba é pujante. Hoje eu ressalto que entre os nove estados do Nordeste, a Paraíba é o que está mais preparado para enfrentar crises. Eu vejo com boas perspectivas. Então é aproveitar essas oportunidades e se criar espiral positivo para que a gente cada vez mais tenha o crescimento como fator de desenvolvimento no IDH.

 

Confira a 1ª parte da entrevista clicando aqui.

 

Severino Lopes
PB Agora

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