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Para combater o abandono, João Pessoa terá feira de adoção de animais a cada dois meses

Foto: Kleide Teixeira

O Conselho de Trabalho de Educação Ambiental Animalista de João Pessoa (CTEA), recém-criado pelo prefeito Cícero Lucena para planejar e desenvolver ações para a causa animal no Município, aprovou um calendário de feiras de adoção anual, com realização a cada dois meses, para combater o abandono de animais. A programação de 2022 foi definida durante reunião da comissão, que é composta por técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) e do Centro Municipal de Zoonoses.

O primeiro evento será realizado no dia 7 de maio, no Parque Parahyba, das 15h às 18h, segundo informações do coordenador de Políticas e Bem-Estar Animal da Semam, Ítalo Oliveira. Ele destaca que a criação do Conselho possibilita à Prefeitura da Capital tomar a iniciativa de criar uma programação independente e constante durante todo o ano em defesa dos animais, com iniciativa própria.

“A cidade agora conta com uma estrutura para trabalhar por essa causa, atividade que vinha sendo desempenhada pelo Centro de Zoonoses que, na verdade, tem como finalidade combater as doenças transmitidas pelos animais e não criar políticas públicas de assistência. Através desta coordenação, a Prefeitura cria o primeiro cargo no Município voltado para o planejamento de ações específicas à causa”, esclareceu.

Ítalo Oliveira disse que o Município manterá o apoio às feiras de adoção das Organizações Não Governamentais e dos protetores independentes, “que hoje estão sobrecarregados, principalmente nesta pandemia, devido o aumento no número de animais abandonados”.

De acordo com o coordenador de Políticas e Bem-Estar Animal da Semam, caberá ainda à Comissão, traçar um perfil dos futuros tutores de animais que frequentam as feiras de adoção. “Os interessados em adotar um animal doméstico passarão por uma entrevista onde serão indagados sobre o interesse na adoção e outras questões que permitirão traçar este perfil e garantir que os animais não sejam novamente abandonados”, acrescentou.

O segundo passo após aprovação do cadastro, conforme explicou, é a assinatura de um termo de responsabilidade. “Os novos tutores receberão orientações sobre os cuidados que devem tomar com a saúde do animal, a exemplo da vacinação e castração, serviços que terão direito automaticamente junto ao Centro de Zoonoses. Eles já sairão da feira com a data agendada”, frisou.

Ítalo Oliveira ressaltou que, durante três meses, o Conselho de Trabalho de Educação Ambiental Animalista de João Pessoa vai monitorar a vida do animal, observando a adaptação ao novo lar para evitar que ele seja exposto a mais um abandono. “Tem pessoas que adotam e depois se arrependem por algum motivo, entre eles, a falta de adaptação do animal à casa ou ao próprio dono e vice-versa, e terminam devolvendo o animal”, finalizou.

PB Agora

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