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“Funcionários dos Correios têm o menor salário do serviço federal”, diz sindicalista

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A greve dos Correios, decretada por tempo indeterminado pelos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, completa duas semanas na noite desta segunda-feira (31) e vai ser julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) após a estatal rejeitar proposta apresentada pelo vice-presidente do tribunal, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. Para o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sintect), Tony Sérgio Cavalcante, a greve nem deveria acontecer, pois a validade do dissídio coletivo seria até julho de 2021, mas está acontecendo porque os Correios descumpriram o acordo, ele destaca a desvalorização dos funcionários pelo Governo Federal.

“A retirada dessas 70 cláusulas (direitos históricos conquistados) representa um prejuízo enorme para a categoria, uma redução de 40 a 60% da nossa remuneração. Lembramos que os funcionários dos Correios têm o menor salário do serviço público federal”, argumentou Tony Sérgio Cavalcante.

Na última segunda-feira (31), 120 servidores dos Correios da Paraíba, realizaram um ato público, passeata pelo centro de Campina Grande, em direção à Praça da Bandeira. O ato público solicitou a manutenção do Dissídio Coletivo de Trabalho com validade até 31 de julho de 2021; pediu respeito à saúde do trabalhador, tendo em vista que mais de 100 funcionários morreram de covid-19 em todo o Brasil; e protestou contra a privatização.

Em contrapartida, a empresa se nega a atender as reivindicações do (Sintect), alegando dificuldades financeiras. Os funcionários estão em greve desde o dia 18 de agosto. Segundo informações do Sintect-PB, os Correios arrecadou R$ 930 milhões de reais, de 2017 a 2019; obteve um lucro de R$ 614 milhões, de janeiro a julho de 2020. Além disso, a empresa aumentou 25% no número de encomendas e postagens devido à pandemia.

 

Redação

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