Relato hoje um acontecimento que presenciei, quando ainda estava no Sistema Correio de Comunicação. Vou relatar o milagre, mas acho prudente não mencionar os santos e pecadores, para não constranger terceiros. O episódio ocorreu durante o intervalo do programa, portanto de microfones desligados. Mas é fato.

Éramos três na bancada, no horário do Balanço Geral (18h): eu, um colega de microfone e o entrevistado – àquela época uma grande liderança política da Paraíba -, que certa vez o próprio Jornal Correio, em artigo publicado na primeira página – o que não é comum -, o apelidou de Galinho de Chantecler, comparando-o àquele galo tão embriagado de vaidade que achava que o dia amanhecia só porque ele canta…

Pois bem: durante o intervalo do programa radiofônico, um colega vinha descendo as escadas de acesso à TV Correio e, de longe, pelas vidraças, reconheceu pelas costas o entrevistado. Quase automaticamente, mudou de rota tomando rumo aos estúdios da emissora, a fim de cumprimentar a autoridade.

Entrou, cumprimentou o entrevistado cordialmente e partiu.

O colega, que carregava marcas de perseguição do grupo ligado à autoridade em questão, ainda atravessava a soleira da porta quando meu companheiro de bancada, forjando uma indignação comentou, para o deleite do entrevistado:

– Mas é de lascar, esculhamba com você o tempo todo e ainda vem aqui lhe apertar a mão.

O entrevistado, de cima de sua conhecida soberba desmedida e, de peito estufado, reagiu:

– Ah, mas é claro que ele tem que vir aqui beijar a minha mão; ele sabe que aqui está um cara importante…

O tal importante hoje não é quase nada…

Nosso colega, entretanto, continua um jornalista renomado, um dos nossos melhores escritores contemporâneos, com obras publicadas na Europa, e dono de um portfólio literário que lhe credencia para a Academia Paraibana de Letras.

A roda da vida tá sempre dando as suas voltas…

Desce o pano.

Sem sorte

Aliás, o nosso colega jornalista e escritor, não tem tido sorte com governos. Em Campina Grande os donos do poder quase lhe deixaram de tanga, armaram-lhe um cerco de perseguição e pressionaram o veiculo de comunicação em que ele trabalhava para que o demitissem.

Quando o firo da má fé estava se fechando, o competente profissional passou num concurso público federal e mudou-se para João Pessoa.

Outra lapada

Mas, pelo que se vê, ele se queixa de ter sido novamente perseguido pelo governo girassol socialista.

Estaria a roda da história girando novamente?…

 

Wellington Farias

PB Agora

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