A informação é algo vital para o avançar (ou não) de qualquer sociedade. Sem ela ainda estaríamos, quem sabe, residindo em cavernas ou árvores. Muito provavelmente continuaríamos sendo hominídeos nômades na busca incessante por melhores pontos de caça e coleta.

É claro que a informação é, apenas, uma variante para a evolução, nossa evolução enquanto ser pensante que se difere de todos os animais. Dos nossos ancestrais “Australopitecos” até o que hoje somos; “Homo sapiens sapiens”. A escala do saber, do desenvolver a racionalidade, foi moldada por fatores como o clima e alimentação.

E nessa bela jornada evolutiva, há algo belo e parido pelo pensamento de um gênio. Falo da “A Alegoria da Caverna”, apresentada pelo filosofo grego Platão em uma de suas obras mais importantes: “A República”.

Em linhas gerais, o grande filósofo descreve um aglomerado de pessoas que têm vivido acorrentadas desde a infância, encarando uma parede vazia, incapazes de ver uns aos outros ou a si mesmos.

Estas pessoas assistem sombras projetadas na parede vazia, sombras de coisas passando em frente ao fogo atrás delas, e começam a dar nomes a estas tais. Entre as pessoas e o fogo há uma pequena parede, que impede que os acorrentados vejam aqueles que passam em frente ao fogo, carregando objetos. Contudo, são apenas os objetos se movendo de forma imaginária, como em um teatro de fantoches.

Ainda, os sons vindos de fora, ecoam pelas paredes da caverna, fazendo com que os acorrentados pensem que se tratam de sons produzidos pelos objetos que parecem mover-se sozinhos. Mas, nesse conflito do que é verdade ou mentira, fica a dúvida dos grilhões que os aprisionam. A dúvida que separa o joio do trigo.

O início da verdade

Sócrates procede a explicação de como uma destas pessoas, liberto das correntes, que poderia ser capaz de começar a perceber que as sombras não constituem a realidade em absoluto, percebendo a verdadeira forma da realidade. O que de fato é.

Mas, o meu motivo de navegar ao longo do tempo para chegar ao ponto crucial de tal texto, explico agora: a humanidade depende, de forma essencial, da boa informação. Por exemplo: sabemos muito sobre a história do Egito Antigo após a descoberta da “Pedra de Roseta”.

Trata-se de inscrições contidas numa pedra (um fragmento de uma estela). É uma mensagem escrita em três línguas distintas: grego, hieróglifos e demótico. Hieróglifos são escritos egípcios antigos, de difícil tradução e demótico é uma versão mais simples, popular dos hieróglifos. Estudiosos utilizaram o grego e o demótico, para traduzir os hieróglifos contidos na Pedra de Roseta, revelando assim, mais de 1.400 anos de segredos do antigo Egito.

E muito provavelmente (aqui vou excluir inscrições rupestres) por exemplo, para quem sabe apontar, de fato, a verdadeira importância da informação escrita para nossa própria evolução.

E o que todo esse passeio histórico tem a ver com nosso momento de pandemia?

Todas as citações que fiz mostram, de forma efetiva, o papel fundamental dos órgãos de comunicação para a defesa da vida. E muito antes que alguém acuse um veículo A ou B de estar atrelado a uma linha editorial de esquerda ou de direita, falo do compromisso de cada profissional que ali está, ariscando suas vidas, sendo por muitas vezes agredidos ou hostilizados por um pequeno (ou pequenos grupos) de pessoas que reclamam da mídia, mas todos os dias acessam e consomem com voracidade o que está posto.

Posto no rádio, TV, mídias digitais etc. E nesse artigo, como profissões vitais para a contenção do avanço do novo coronavírus, o papel do jornalismo e mídia em geral é vital para esclarecer à população os cuidados que ela deve ter, oferecer dados confiáveis sobre a pandemia e ser o porta-voz de muitas profissões que estão na ponta da lança para salvar vidas em decorrência da pandemia.

Por fim, reproduzo nota assertiva das entidades que representam a mídia na Paraíba

Confira:

NOTA

NA LUTA CONTRA O CORONAVÍRUS, PAPEL DO JORNALISMO É INDISPENSÁVEL E A COMUNICAÇÃO PRECISA SE MANTER DE PÉ COM EMPREGOS

O Coronavírus atingiu todos os segmentos com maior ou menor intensidade cabendo a cada um dimensionar os efeitos. Também afetada diretamente pela crise, as empresas de comunicação mantêm o papel responsável e intransferível do tratamento e veiculação das informações apuradas à sociedade.

Mas, é fundamental admitir que em tempos de crise afetando a todos, se faz urgente invocar como indispensável a manutenção dos investimentos privados e públicos na cadeia produtiva do jornalismo e da comunicação (rádios, TV’s, portais, sites, agências de publicidade, marketing digital, produtoras de áudio-visual, assessorias de imprensa, entre outros).

As ações comerciais e anúncios institucionais são a única fonte capaz de assegurar a mínima sustentabilidade desse importante sistema econômico gerador de empregos para um grande universo de profissionais que envolve repórteres, apresentadores, colunistas, produtores, editores, sonoplastas, iluminadores.

Além do mais, existem muitas famílias envolvidas e as empresas também abrigam diversos outros segmentos profissionais, que vão de recepcionista, recursos humanos, vigilantes, advogados, fonoaudiólogos, contadores, eletricistas, informática, publicitários, programadores, mídias, atendimento, vendedores, técnicos, engenheiros, para citar alguns.

A Comunicação não é uma peça isolada em si, mas parte mais visível de uma grande engrenagem presente na economia do dia dia e que merece e reivindica igual atenção a que tem sido dispensada, com justiça, às demais categorias profissionais.

As entidades, abaixo discriminadas, compromissadas com o direito à informação, consagrado na nossa Constituição Federal, com a democratização dos meios, e defensoras da importância dos veículos de comunicação como fortalecedoras da democracia na sociedade, perfilam-se também na defesa da auto sustentação dos veículos e sobrevivência dos seus agentes e trabalhadores.

Por tudo isso, consideramos indispensável a manutenção dos investimentos comerciais na mídia pelo mercado privado e organismos públicos, estes com a tarefa ainda mais coletiva de manter em evidência serviços essenciais e campanhas de conscientização.

O contrário disso significa, na prática, insensibilidade e a desidratação letal de uma estrutura composta por homens e mulheres, trabalhadores e trabalhadoras, que – por dever de ofício e convicção cidadã – tem se arriscado e se feito parceiro indispensável na guerra contra essa terrível pandemia que ameaça saúde, empregos e renda.

Associação Paraibana de Imprensa (API)
Sindicato dos Radialistas da Paraíba
Associação de Mídia Digital (Amidi-PB)
Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap-PB)
Sindicato das Agências de Propaganda-PB (Sinapro-PB)

Eliabe Castor

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