Por Wellington Farias
 
 

Em meio a precariedades de candidatos à altura da responsabilidade e da competência que administrar a Capital exige, é no mínimo razoável avaliar que João Pessoa entraria com o pé direito num eventual segundo turno das eleições para uma decisão entre Cícero Lucena (PP) e Ricardo Vieira Coutinho (PSB).

João Pessoa é uma Capital que caminha para um milhão de habitantes. Com seríssimos problemas a serem solucionados, desde a educação ao saneamento básico, passando pela mobilidade urbana. E mais: o próximo prefeito ainda terá que resolver problemas inerentes à pandemia do coronavírus, como provavelmente terá que fazer a cidade ressuscitar do caos previsto para o pós-pandemia.

Tá claro que administrar João Pessoa, mesmo independente do número de habitantes e de pandemia, não é tarefa para qualquer um; não compete a amadores. Portanto, temos que ter muita responsabilidade para não atirar a Capital da Paraíba numa aventura, para não termos que chorar depois o leite derramado.

Atenção!

Sejamos honestos conosco mesmos e responsáveis com o destino desta linda cidade. Coloquemos de lado nossas preferências políticas, partidárias e até as amizades, e reflitamos: dos quatro ou cinco candidatos mencionados em pesquisa eleitoral como os mais contados na preferência dos votantes, quais deles são referências de experiência em gestão pública e que denotam, de fato, terem capacidade para administrar João Pessoa, a não ser Ricardo Coutinho e Cícero Lucena?

A opinião aqui manifestada nem de longe representa interesses outros a não, de fato, uma séria preocupação com os destinos da nossa cidade. Até porque os dois nomes que citamos como mais capazes – Ricardo Coutinho e Cícero Lucena – são adversários históricos e representam ideias, projetos e interesses antagônicos.

Fica evidente, portanto, que a menção a estes dois nomes como mais capazes para administrar a Capital limita-se à inconveniência e ao risco de João Pessoa cair nas mãos de algum outro, sem a menor capacidade de administrá-la.

Bom duelo

E, vamos combinar: um segundo turno disputado entre Ricardo Coutinho e o caboclinho Cícero Lucena além de fazer João Pessoa entrar aliviada num segundo turno, iríamos assistir um dos duelos de titãs da política local que entraria para a história.

E mais: teríamos de um lado um Ricardo Coutinho acossado por uma Operação do Ministério Público e por quase todos os veículos de comunicação e do outro, um Cícero Lucena que padeceu do mesmo calvário, mas que depois de passados vários anos foi inocentado pela Justiça.

 

Wellington Farias

PB Agora

***Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha programática e ideológica do portal PB Agora.

 
 

Por Wellington Farias

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