Por Wellington Farias
 
 

Pelo que rola no noticiário e em lances discretos de bastidores da política local, dá pra perceber que há uma intenção do MDB de torcer a cara para o comunicador Nilvan Ferreira.

Estaria em curso uma tentativa de descarte? Senão de descarte, mas de isolamento; ou de cerceamento de legenda para eventuais pretensões do comunicador para 2022. Enfim, tem algo a mais nos céus emedebistas do que os aviões de carreira…
Ainda é cedo demais para afirmar, mas tudo indica que…

Merecida atenção

Antes que se confirme a suspeita que gravita nos bastidores, é oportuno lembrar que em meio a sua carência de lideranças, o MDB paraibano – para não passar em branco – valeu-se do nome e da popularidade de Nilvan nas eleições passadas.
Como diria o famoso narrador esportivo mais festejado da TV brasileira na

Copa de 70, Geraldo José de Almeida, “faltou pouco, muito pouco, pouco mesmo”, para o comunicador do Sistema Correio bater a parada; triscou na trave e, em dado momento, demonstrou que poderia desbancar Cícero Lucena na disputa.

A questão aqui não é se Nilvan seria um bom prefeito, se será um bom deputado ou um péssimo governador. Trata-se de respeito ao soldado do partido que se dispôs a salvar o partido de Ulysses Guimarães do vexame de nem ter candidato para disputar as eleições 2020 em João Pessoa.
Justificar um eventual descarte de Nilvan por questões ideológicas ou posturas políticas, também não há de convencer. Quando o MDB, sob o comando do velho cacique José Targino Maranhão, arrastou o comunicador para compor seu time, já sabia de quem se tratava; que ele tinha um discurso completamente alinhado com a extrema-direita, com o bolsonarismo.

Mais que isso: originalmente, começou na política como uma peça promissora do do segmento bolsonarista na Paraíba, de forma que dava-se como certa a sua candidatura à sucessão de Luciano Cartaxo pelo PSL pelo PSL, então partido do “mito” Jair Messias Bolsonaro. Sem nome de maior densidade eleitoral, o MDB colou em Nilvan e o levou para as suas fileiras para se fazer presente no cenário da disputa com um nome bem mais representativo do que aqueles disponíveis na legenda.

Desde então, Nilvan Ferreira também já fazia oposição ao governo de João Azevêdo e ao padrinho eleitoral deste, o ex-governador Ricardo Vieira Coutinho.
O político Nilvan Ferreira de agora é o mesmo de antes, sem tirar nem por; com a mesma ideologia de extrema-direita que o MDB abraçou como uma bala de prata para as eleições municipais mais recentes.

Tivesse Nilvan vencido a disputa pela Prefeitura de João Pessoa estaria hoje o MDB lhe torcendo a cara?

Enfim: se porventura o MDB descartar Nilvan, o terá usado e jogado fora como um bagaço de cana…

 

 
 

Por Wellington Farias

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