Por Wellington Farias

A considerar o mar de lama que historicamente tem sido a vida política brasileira, certamente o maior legado deixado pelo ex-governador e senador, José Maranhão, é a honestidade.

Um legado talvez até maior do que as importantes e estruturantes obras em cal e pedra que ele construiu ao longo de dois mandatos de governador do Estado da Paraíba. Não teve Lava Jato, Calvário, ou qualquer CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) em que o nome de José Targino Maranhão tenha sequer sido mencionado.

E olhem que o MDB velho de guerra é useiro e vezeiro em estar metido em tudo o que é falcatrua na política brasileira. Sendo a mais recente de todas, a lambança que envolveu o ex-todo-poderoso Eduardo Cunha, emedebista de carteirinha e pilantra de quatro costados.

Meio mundo de emedebistas, em todas as instâncias da esfera pública, já se meteu em tudo o que não presta na política brasileira. E quando se trata da malversação do dinheiro público, sai de perto…

O velho José Targino Maranhão, entretanto, jamais esteve envolvido em qualquer maracutaia.

Maranhão tinha fama de raposa velha da política; de esperto nas articulações e, até, de conduzir com punho de ferro o histórico Movimento Democrático Brasileiro na Paraíba. Mas nada disso ofusca o grande mérito de jamais estar envolvido em corrupção ou ter sido conivente com ela, sobretudo, nos mandatos de governador no Estado da Paraíba.

Quem será?
A pergunta que agora se faz é quem será o herdeiro político do ex-governador José Maranhão, falecido nesta segunda-feira, vítima das sequelas da covid-19?

Herdeiro político tanto no âmbito familiar, quanto nas hostes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Não basta ter Maranhão no sobrenome. Para substituí-lo precisa ter, sobretudo, cacife.

Campina maior
Com a morte do senador José Maranhão, se fortalecem, por extensão, a família Vital do Rêgo e a própria Campina Grande. Os Vital passam a ter, nada mais nada menos, que dois senadores: dona Nilda Gondim, suplente de José Maranhão, que assume em definitivo; e o filho desta, o senador Veneziano Vital do Rêgo.

Mãe e filho, senadores na mesma legislativa, acontece agora, pela segunda vez na história do Senado da República.

Enquanto isso, a cidade de Campina Grande, que sempre foi protagonista no cenário paraibano, passa a ter três senadores: além de Veneziano Vital e Nilda Gondim, a primeira senadora eleita pela Paraíba, Daniella Ribeiro.

 

Por Wellington Farias

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