O sábado chegou e, com ele, uma jovem de belo e largo sorriso foi à praia. Roupa de banho com estampas coloridas e cores vivas. Ela e aquele dia amado eram dois, até serem batizados por águas azuis e mornas do Oceano Atlântico. Juntos, foi estabelecido a tríade do bem viver. A Santíssima Trindade representada pela natureza e o ser humano.

E nesse turbilhão de emoções surgiu o irmão vento para acariciar o rosto vigoroso da jovem. Já a areia fina e alva assumiu o papel de passarela mágica para a realização dos sonhos. E a menina, em meio a um devaneio juvenil, se permitiu voar sobre as águas. As belas e democráticas águas do Cabo Branco. Praia estimada pelos coqueiros e adorada por rápidos caranguejos maria-farinha.

A moçoila olhou para o lado esquerdo e direito. Novamente sorriu, acenando para os outros banhistas e voluntários do projeto “Praia Acessível”. Animada, a adolescente falou com certa dificuldade para seu pai e mãe, que a amparavam numa cadeira especial para banhos, sobre o prazer de estar em contato com a natureza.

Os pais ficaram emocionados com as palavras da filha, e em gesto de celebração, jogaram o líquido da vida em seus corpos, havendo, em seguida, sonoros sorrisos. E assim veio o sábado para a jovem e outros que se divertiam de formas mil. A música amiga animava a todos, e as atividades recreativas assumiam formatos abstratos para o deleite da mente, corpo e espírito dos que ali estavam.

E aqueles humanos, belos e majestosos, desfrutavam da humanidade, do amor e da mais pura bondade humana. Horas depois, todos se cumprimentaram com efusivos abraços, beijos carinhosos e variadas demonstrações de afeto. Chegara o findar da programação matinal do sábado. Aos poucos, os participantes das atividades se despediram da natureza, havendo a promessa do reencontro semanal.

Todos se despediram, ou quase todos, pois um grupo de “balzaquianas” fitava de forma sisuda os integrantes do “Praia Acessível”. Essas senhoras, em pensamentos egocêntricos, confabulavam contra o projeto. Entendiam, e penso que ainda “entendem”, serem elas “seres celestes”. Anjos tortos cercados por vaidade e coração glacial.

Desprovidas do verbo amar, buscaram as “indignadas” o Legislativo municipal. Queriam respaldo legal para proibir, isso mesmo, proibir a jovem e tantos outros do “Praia Acessível” de sorrirem.

Como resposta a essa “eugenia nazista” dos tempos modernos, parlamentares, organizações não governamentais, entidades de classe e, claro, a própria essência humana da sociedade se mobilizou para um ato pacífico em protesto a atitude repugnante das “paladinas dos bons costumes”.

É bem certo que as “damas da reclamação” não estejam no ato, a ser realizado em frente à Fundação Casa de José Américo, no espaço que acontece o projeto. Para a jovem imaginária desse texto, que metaforicamente representa todos que desfrutam da vida e o amor em sua forma plena; todos do “Praia Acessível”, meu mais profundo carinho. Meu e de todos os leitores. E “Vive la différence!”, “Pois a praia é do povo. Como o céu é do condor. É o antro onde a liberdade. Cria águias em seu calor. Senhor!”

Eliabe Castor
PB Agora

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