As gerações que presenciaram o advento da internet, para em seguida mergulharem no mundo virtual das redes sociais têm a quase certeza que as feke news, ou seja, notícias falsas com nuances de “verdade” são “pragas” surgidas no mundo cada vez mais digital.

De fato o termo “fake news” parece ser algo “descoladamente” novo, só que não! Na busca para encontrar o nascedouro da expressão, visitei boas fontes de informação. Eu disse boas fontes, ou fontes confiáveis, e descobri algo bem interessante.

Segundo o dicionário Merriam-Webster, essa expressão é usada desde o final do século XIX. O termo é em inglês, mas se tornou popular em todo o mundo para denominar informações falsas que são publicadas, principalmente, em redes sociais e sites escusos com interesses quase sempre políticos e financeiros. Eureka!

E nesse passeio seguindo o fio de Ariadne, fui aos poucos entrando no labirinto do Minotauro para seguir o caminho balizado pelo o novelo de lã que era vagarosamente desenrolado pelas mãos delicadas da jovem donzela.

Não era eu Teseu, seu grande amor, claro! Mas buscava sair do labirinto com Ariadne, que a chamei carinhosamente de verdade, na busca de entender, em época de grande clamor mundial parido pela pandemia do coronavírus, os motivos de muitos utilizaram o expediente das fake news, em especial nas redes sociais, para disseminar o terror.

Um terror que obrigou a Secretaria de Comunicação do governo da Paraíba a emitir nota e exibir um vídeo que mostra a realidade em três hospitais da Capital habilitados a atender pacientes infectados pelo novo coronavírus. As unidades hospitalares mencionados são: o Clementino Fraga, Unimed e Hospital Universitário Lauro Wanderley, o último vinculado à Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Nota da Secom-PB

João Pessoa e a Paraíba amanheceram neste domingo (22) sob um bombardeio de áudios, fakes e boatos de que três hospitais habilitados para atender pacientes com coronavírus estavam um verdadeiro caos. Superlotados e com pessoas mortas, sem atendimentos e várias entubadas.

A nossa equipe das secretarias de Comunicação e da Saúde do Governo do Estado foi nos três hospitais citados hoje e veja com seus próprios olhos a verdadeira realidade.

O que foi constatado no vídeo

Ficou constatado que não havia caos em nenhum dos hospitais. Ao contrário, os ambientes não estavam apinhados de pessoas desesperadas e equipes de saúde em desespero pelo suposto fluxo de pacientes infectados pela covide-19.

Mas afinal, por que disseminar fake news?

As razões para disseminar são muitas. Estão elas centradas no lucro, interesses pessoais, coletivos e políticos. Não é raro encontrar veículos de comunicação, agências de publicidade e derivações “produzindo” conteúdos inverídicos na busca de acessos e “likes”.

Também há casos, muito comuns em grupos de WhatsApp, que as pessoas, de forma inadvertida, propagam uma falsa notícia como se ela fosse verdadeira. O mesmo acontece em plataformas como o Facebook e Twitter.

E nessa turbulência causada pela pandemia do novo coronavírus, é muito importante checar a fonte da notícia para não propagar o caos. E para os que buscam proveito na disseminação proposital das feke news, existem leis que colocam esses “agentes” como criminosos.

Os “causadores” desses processos podem ser enquadrados na Lei das Contravenções Penais, que discorre em seu artigo 41 – Provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto: Pena – prisão simples, de quinze dias a seis meses ou multa.

Então, atenção nunca é demais quando for repassar uma informação.

Eliabe Castor
PB Agora

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