O dia do governador João Azevêdo (Cidadania) foi ameno se o leitor olhar com atenção os desdobramentos políticos que cercaram o seu quintal. Muito afeito ao diálogo, foi à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na manhã de hoje levar a mensagem do Executivo para os parlamentares. Números, avanços e perspectivas voltadas a uma Paraíba mais equânime e solidária.

Para os que duvidavam sobre a capacidade do chefe do Executivo paraibano em lidar com as questões políticas, resumindo-se ele à “função” de gestor ou técnico de “pasta pública”, o engano foi hiperbólico. Azevêdo entrou no plenário da Casa de Epitácio Pessoa sabendo que a oposição estaria, como de fato foi, solicitado seu Impeachment.

O expediente foi protocolizado, estando o deputado Walber Virgolino (Patriotas) na dianteira do movimento, observando a hipótese do governador ter cometido alguma ilicitude que o comprometeria na Operação Calvário. E nesse mundo de especulações, a coluna conversou com o líder do governo na ALPB, Ricardo Barbosa (PSB). Nela, o parlamentar observou a legitimidade do expediente oposicionista, embora tenha enfatizado não ter óbice jurídico voltado ao chefe do Executivo paraibano.

No mesmo diapasão, o secretário de Comunicação do Estado, Nonato Bandeira, foi prático e enfático nos seus comentários sobre o imbróglio: “Eu atribuo a especulações. Não consta absolutamente nada, nem sequer um pedido. O governador não é investigado nem denunciado. Isso se vive muito no Brasil, quando muitas vezes as pessoas estão em maus lençóis”, observou.

O presidente da ALPB, Adriano Galdino, que por enquanto ainda figura nas hostes do PSB, estando na mesma situação de Ricardo Barbosa, foi objetivo ao comentar a possibilidade de assumir o governo do Estado em um eventual Impeachment de Azevêdo. Curto em seus comentários, disse não cogitar a hipótese, ressaltando que o governador foi eleito com legitimidade e, portanto, tal conjectura seria leviana e desmedida.

Por fim, a oposição também protocolizou o pedido de instalação da CPI da Calvário, mobilidade que merece crédito, afinal, em um processo democrático questionamentos e objeções são válidos.

Coube ao deputado estadual licenciado,Júnior Araújo (Avante), que assumiu a Chefia de Gabinete do governo observar o embasamento da oposição na questão da CPI da Calvário. Para ele, tudo não passa de mero jogo de cena em um ano eleitoral, pois as investigações da Operação estão sendo conduzidas pelo Ministério Público e no Judiciário.

Disse o secretário: “Uma CPI a esta altura nada mais é do que um palanque político. Vai investigar o quê? Se já está em fase de denúncia e em andamento para ser julgado. O que traria de novo uma CPI no âmbito da Assembleia Legislativa? Uma vez que o Ministério Público e a própria justiça tem meios próprios mais sofisticados, muito mais modernos para apurar os fatos”.

Pelo sim, pelo não, fato é que o governador João Azevêdo já estava ciente de tais embates, e nessa primeira batalha foi diplomático, havendo a certeza que suas palavras e ações estão sendo claras. Em visão macro, observa o gestor que não pode se distanciar da política e suas relações, mas reafirma, na postura de hoje, seu compromisso enquanto governador da Paraíba, qual seja; manter o Estado em ascendência econômica e social.

Eliabe Castor
PB Agora

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