Por pbagora.com.br

No tocante à pandemia do coronavírus na Paraíba, dois fatos entrelaçados são merecedores de registro. Primeiro, a determinação do Governo do Estado de por em prática o projeto de retomada das obras e outras ações de desenvolvimento. Segundo, a flexibilização das medidas preventivas contra a covid-19.

Quanto ao primeiro item, há um aspecto bastante positivo a ser considerado: a situação de estabilidade financeira do Estado da Paraíba que, mesmo depois de quase seis meses de pandemia e paralisação parcial de todas as atividades do Estado, está provado que o coronavírus não afetou a saúde financeira do erário. Pelo menos, a ponto de causar maiores problemas, não.

Com relação à Prefeitura de João Pessoa também não se tem notícia de maiores problemas nas suas finanças. A preocupação agora é com a famosa flexibilização:

Risco

Imagine nobre leitor que o autor desta coluna neste momento está enclausurado numa casa de uma pequenina cidade (Serraria), convivendo com a companheira e a cadelinha Lôla; há meses não vê nem os filhos, a não ser pela internet; não recebe absolutamente ninguém em sua casa; praticamente não se lembra da última vez que apertou a mão de alguém; e tomando “banhos” de álcool em gel 70 o tempo todo.

Pois bem, apesar de todas essas providências e de estar num cenário em que lhe torna muito menos vulnerável ao contágio do coronavírus do que estando numa cidade grande, o colunista ainda se pela de medo de ser contaminado.

Agora imagine o sujeito que está em João Pessoa, numa cidade de clima tropical, beirando a um milhão de habitantes, andando de ônibus lotado, em pé e sentado, se segurando naqueles corrimões que, paralelo às cédulas de dinheiro, provavelmente, são grandes focos de coronavírus.

Sem falar na atmosfera pesada decorrente de um monte de gente dentro de um ônibus que mais parece uma lata de sardinha.

Se dentro de pelo menos um ônibus desses estiver, por exemplo, um assintomático, a quantas pessoas ele terá transmitido esse vírus?

 

Outros exemplos

Em várias regiões, os decretos de flexibilização duraram pouco porque no seu rastro levantou-se uma onda crescente de novas contaminações.

Ouvindo ontem o programa 360 Graus da Rádio 100.5, soubemos pelo relato da correspondente na Europa de que numa flexibilização dessa levantou-se uma segunda onda de coronavírus.

Na Alemanha, há cerca de um mês, esta segunda onda, também decorrente de flexibilização, já havia se levantado.

 

Alegação

Os nossos governantes, principalmente o governador João Azevêdo, que até então conduziu muito bem o processo de prevenção contra o coronavírus, acreditam que o pior já passou. Azevêdo, no entanto, pode estar cometendo o seu primeiro equívoco, do nosso ponto de vista. Estamos no pico da onda, num país que logo chegará a 70 mil mortos por covid-19 e que, apesar de toda gravidade, nem ministro da Saúde temos.

Na Paraíba, pelo que se sabe, a quantidade de área de novos infectados e mortos pela covid-19 ainda assusta, o que já seria o bastante para não se permitir qualquer flexibilização. Muito pelo contrário, seria prudente arrochar ainda mais por pelo menos 15 dias.

Afinal, como diria o filósofo Branxur idealizado pela mente criadora do veterano cronista esportivo Ivan Bezerra, já falecido, “seguro morreu de velho”.

Ricardo na frente

Enquete não tem embasamento científico. Mesmo assim, desperta a curiosidade daqueles que acompanham a política paraibana. Ainda mais quanto os seus resultados se aproximam de pesquisas oficiais realizadas por institutos.

Na enquete da Rádio Arapuan, realizada nesta segunda-feira (6), o ex-governador Ricardo Coutinho liderou para prefeito de João Pessoa. Alguns portais registraram, dentre eles o Fonte83, cujo texto transcrevemos. Confira:

“O comunicador Nilvan Ferreira, do Sistema Correio de Comunicação, surpreendeu em enquete realizada nesta terça-feira (26) pela Rádio Arapuan, e ficou em segundo lugar na intenção de votos, perdendo apenas para o ex-governador Ricardo Coutinho.

Na pesquisa espontânea feita com a participação de 110 ouvintes por meio de telefonemas, o Ricardo ganharia com a maioria dos votos, cerca de 40%, um total de 44 votos. Já Nilvan seria o segundo colocado com 14,5% das intenções.

Os demais nomes citados pelos ouvintes para o pleito foram Eduardo Carneiro, Durval Ferreira, Cícero Lucena, Raoni Mendes, Felipe Leitão, Ruy Carneiro, Wallber Virgulino e Efraim Filho.

O atual senador José Maranhão e o prefeito de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, Roberto Cavalcanti, Bruno Farias também foram lembrados pelos internautas, mesmo sem constar na lista feita pelo programa.

Os mais votados na enquete foram:

1º Ricardo Coutinho 40%
2º Nilvan Ferreira 14,5%
3º Durval Ferreira 11%
4º Cícero Lucena e Eduardo Carneiro 6,3%

 

Wellington Farias

PB Agora

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