Por Wellington Farias

As vacinas contra o coronavírus têm considerável índice de eficiência na prevenção contra a Covid-19. Mas não tem a capacidade de corrigir os erros graves da política sanitária brasileira acumulados ao longo de mais de um ano de pandemia.

É notório que segmentos negacionistas e setores da população brasileira por eles influenciados têm “comemorado” o fato de que, mesmo depois de iniciado o processo de vacinação, os casos de pessoas infectadas, acometidas de Covid-19 e mortes decorrentes do contágio, não têm diminuído. Pelo contrário, aumentam.

Evidentemente, o que há de se esperar é que estes casos diminuam drasticamente após a vacinação. É obvio. Mas quando se vive uma situação em que há uma política sanitária pautada pelo bom senso, pela ciência, não pelo negacionismo.

Vivemos num País governado por um presidente que não tem feito outra coisa a não ser negar os procedimentos cientificamente comprovados para enfrentar o problema. Que insiste num discurso nocivo à saúde pública, de que a solução para a pandemia seria um tratamento preventivo à base de Cloroquina e outras substâncias semelhantes que foram estudadas e produzidas para outras finalidades.

Na contramão do mundo, o Brasil aderiu ao negacionismo enquanto o problema avança. Começou com o presidente Jair Bolsonaro tratando o problema como uma gripezinha; dizendo que o País não iria adotar vacina produzida por comunistas da China etc. e tal.

Há uma série de outros fatores que contribuíram decisivamente para a situação dramática a que o Brasil chegou. Em plena pandemia tivemos momentos cruciais para a saúde pública em que o País não tinha ministro da Saúde; em outra ocasião recente, mais grave ainda, também constatamos uma situação atípica e até cômica: o Brasil tinha dois ministros e, ao mesmo tempo, não tinha nenhum. Porque um havia sido demitido, mas não tinha saído, e outro havia sido indicado, mas não tinha assumido.

O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe não foram os únicos a cometer erros. Prefeitos e governadores, embora não aderindo ao negacionismo, também vacilaram.

Adotaram, digamos, medidas à meia-boca, insuficientes para enfrentar o problema com o rigor que a situação merecia, de forma que tocam o problema com a barriga; não têm coragem de enfrentar a pressão econômica, enquanto o vírus vai dominando a situação.

Em Campina
A Secretária Estadual de Desenvolvimento e Articulação Municipal da Paraíba, Ana Cláudia Vital do Rêgo, cobrou nesta quinta-feira (08) a reativação dos restaurantes populares e cozinhas comunitárias da cidade. Segundo ela, a reabertura destes serviços, desativados há mais de 8 anos, se faz necessária neste período de pandemia do novo coronavírus.

Ana Cláudia lembrou que após a desativação dos dois restaurantes populares que funcionavam na cidade e das nove cozinhas comunitárias que funcionavam nos bairros e distritos a população passou a ter menos possibilidades de acesso à alimentação de qualidade a preços baixos.

Por Wellington Farias

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