Por pbagora.com.br

 Cinquenta e seis acusados de envolvimento em uma rede interestadual de tráfico de drogas que aliciava vendedores de redes no município de São Bento, cidade da Região do Sertão paraibano e localizada a 375 quilômetros da capital, João Pessoa, foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). As denúncias são resultantes da “Operação Passaguá” cujas investigações duraram um ano e meio e vários mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) em dezembro de 2014.

 

“A dinâmica utilizada por esse núcleo criminoso é bem conhecida pela polícia”, informa o promotor Antônio Barroso Pontes Neto, de Campina Grande, autor das denúncias. “Os donos da droga vão ao local onde a compra é efetuada, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, reúnem-se pessoalmente para acertarem os detalhes do preço, transporte e pagamento, aguardam a “mula” iniciar o deslocamento e depois retornam, por outros meios de locomoção, para o destino final da droga, com a finalidade de aguardar a chegada da “mula” e iniciar a revenda dos produtos ilícitos”. “Mula” é o nome que se dá à pessoa usada por traficantes para transportar a droga ilegal por fronteiras policiadas, mediante pagamento ou coação.

 

De acordo com as investigações, os criminosos abasteciam a região de Campina Grande e o Sertão paraibano. A droga que chegava à Paraíba vinha de Foz do Iguaçu, e do Mato Grosso do Sul. Em uma das ações policiais, 60 mil pés de maconha foram encontrados em Riacho dos Cavalos, no Sertão paraibano. Em março do ano passado, mais de 130 quilos de maconha foram encontrados em um caminhão de redes.

 

Um dos núcleos do grupo era sediado em Campina Grande e coordenava a distribuição de drogas nos Bairros de Jeremias, do Pedregal, Monte Santo, Malvinas e Bodocongó. A organização comandava o tráfico na cidade, associada a grupos de São Bento, Foz do Iguaçu e São Paulo. O promotor Antônio Barroso destaca que ficou comprovado que o grupo criminoso adotava uma série de medidas para dissimular as atividades ilícitas, tentando impedir o rastreamento das ações.

 

Entre elas estão a ocultação de drogas em cargas, utilização de compartimentos preparados para o transporte de drogas em veículos, utilização de contas bancárias de terceiros para recebimento dos lucros provenientes do tráfico e, segundo a interceptação telefônica, a utilização de linguagem codificada para dificultar o entendimento das autoridades sobre as drogas negociadas.

 

“Ficou confirmada a existência de grupo organizado, de forma estável e permanente, voltado para a obtenção de lucro mediante a comercialização de drogas na cidade de Campina Grande e circunvizinhança, provenientes de outros estados da federação”, destacou o promotor.



Redação com MPPB

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