Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na Paraíba, a exemplo de outras unidades da Federação, completam hoje uma semana de greve por tempo indeterminado. Se depender do sindicato da categoria na Paraíba (Sintect- PB), o movimento será ainda mais duradouro devido a não apresentação de qualquer proposta que venha atender as reivindicações.

“A classe patronal não apresentou qualquer proposta para nossa entidade que congrega 31 sindicatos em âmbito nacional. Foi a outra federação, que abrange apenas 5 entidade de classe e ofereceu 3% de reajuste”, afirmou Emannuel de Souza, diretor do Sintect-PB.

Na tarde da última segunda-feira, o Tribunal Superior do Trabalho – TST acatou o pedido da Direção Nacional dos Correios e concedeu liminar determinando que as federações representantes dos trabalhadores garantam o efetivo mínimo de 80% dos empregados em cada unidade dos Correios, sob pena de multa diária de R$ 100 mil no caso de descumprimento. Apesar da determinação judicial, a decisão não está sendo cumprida pelas entidades de classe, por entenderem que fere a lei de greve. “Uma decisão totalmente equivocada. Já estamos recorrendo e, diante de recursos, não vamos atender o que determinou o TST até mesmo porque os Correios entraram em contradição em relação ao quantitativo de grevistas, quando afirmaram em nota que apenas 7% estavam em greve”, disse

Emannuel, acrescentando que a decisão do Tribunal Superior do Trabalho apenas faz fortalecer ainda mais o movimento. “Nessa terça-feira tivemos a adesão do sindicato de trabalhadores de Roraima. Já nesta quarta-feira devem aderir ao movimento outros cinco sindicatos”, afirmou o dirigente do Sintect-PB.

Os funcionários dos Correios reivindicam um aumento salarial de 8%, o retorno do plano de saúde, a luta contra privatização da empresa e mais segurança no trabalho. Provavelmente hoje haverá uma rodada de negociação entre o comando nacional de greve e a diretoria da empresa. A federação que congrega 31 sindicatos em âmbito nacional já descartou a proposta de reajuste de 3% apresentada para a outra federação que abrange cinco sindicatos, antes mesmo de ser apresentada a eles.

Na Paraíba, o movimento é mais forte entre os carteiros, motoristas e pessoal da triagem. O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB) estima que 50% desses servidores estão de braços cruzados. No Estado são 1.480 trabalhadores.

Redação

Total
0
Compartilhamentos
Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Prisão dos vereadores de Santa Rita é tema de reportagem do Fantástico

Neste domingo (17) está previsto para ser veiculado no Fantástico, da Rede Globo, a ação que culminou com a prisão de 11 vereadores da cidade de Santa Rita durante a…

Patrulha Maria da Penha registra mais de 1,2 mil atendimentos em 100 dias, na PB

Os resultados dos primeiros cem dias de atuação da Patrulha Maria da Penha no Estado – 84 mulheres protegidas e mais de 1.200 atendimentos – foram apresentados ao presidente do…