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Mais de 30 são presos em operação contra o jogo do bicho

Pelo menos 32 pessoas foram presas nesta quinta-feira (15) durante a operação “Dedo de Deus” realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP-RJ) para prender suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho no Rio e em outros dois estados. Segundo o Ministério Público estadual, 29 pessoas foram presas no Rio, duas na Bahia e uma em Pernambuco.

De acordo com as primeiras informações, também foram apreendidos mais de R$ 100 mil em espécie, computadores, notas fiscais, documentos e máquinas portáteis de cartões de crédito.

Cerca de mil homens civis participam da operação, entre policiais civis e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP (GAECO). Ação também acontece em Pernambuco e Bahia. Helicópteros dão apoio aos agentes que cumprem 60 mandados de prisão e pelo menos 120 mandados de busca e apreensão em residências, construtoras, empresas que fabricam artigos eletrônicos, gráficas, fazendas, sítios e hotéis.

Investigações começaram há um ano – As investigações da Corregedoria da Polícia Civil começaram há um ano. Nesse período, os agentes monitoraram a instalação de máquinas eletrônicas de cartões de crédito no mercado clandestino das apostas. Segundo a polícia, empresas faziam a instalação, manutenção e treinamento dos anotadores do jogo do bicho.

Segundo a polícia, um homem que seria responsável por fornecer e distribuir os talões usados por anotadores do jogo do bicho no Rio foi localizado numa gráfica em Pernambuco. Ele e a dona da gráfica tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Entre os alvos da operação estão integrantes de escolas de samba e policiais civis e militares.

Agentes chegaram de rapel em cobertura – Em uma cobertura que seria de um contraventor, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, os agentes desceram de rapel do helicóptero da Polícia Civil. Eles também estão no barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Zona Portuária, onde fazem uma varredura. Em Teresópolis, na Região Serrana, as buscas acontecem num hotel fazenda.

G1

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