Produtores rurais de Lagoa Seca participaram, nesta segunda-feira (18), pela manhã, de uma assembleia na sede do Sindicato dos Trabalhadores, para deliberar sobre as próximas ações que serão realizadas contra a Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016, que trata da Reforma da Previdência Social. A proposta que tramita no Congresso Nacional retira direitos de trabalhadores e penaliza severamente os trabalhadores rurais. O deputado estadual Jeová Campos participou da assembleia e criticou as mudanças propostas taxando-as de ‘absurdas, desnecessárias e excludentes’.

“Precisamos retomar a luta contra a Reforma da Previdência porque as mudanças propostas na reforma da previdência, pelo governo de Michel Temer, vai penalizar os brasileiros mais pobres, sacrificar as mulheres e prejudicar de uma maneira ainda mais cruel os trabalhadores rurais”, disse o parlamentar. Jeová lembrou que essa reforma tem um perfil muito claro que é o de defender o interesse dos banqueiros e acabar com a previdência pública. “Com isso, eles vão deitar e rolar com a previdência complementar”, disse o deputado. Para ele, só o povo nas ruas e com muita pressão sobre os parlamentares federais será possível barrar essa reforma.

 

Em sua fala, Jeová lembrou que os trabalhadores rurais, antes isentos de contribuição, com a reforma vão ter que contribuir. “Além disso, com a ampliação do tempo de trabalho, que eleva a idade mínima para se aposentar para 65 anos, quem lida na roça, de sol a sol, levando chuva, acordando muito cedo e que, em média, começa a trabalhar aos 12 anos, vai ter que se aposentar ainda mais velho. Essa proposta ainda reduz o valor do amparo assistencial ao idoso que passa a ser desvinculado do salário mínimo para ser atrelado à inflação do período”, explicou o parlamentar, que é advogado por formação com especialidade em Direito Previdenciário.

“Eu conheço a realidade do campo, sei avaliar as consequências negativas que essa proposta impõe a classe trabalhadora, especialmente aos trabalhadores rurais que, com as mudanças que estão em tramitação hoje, terão que esperar mais tempo para pleitear a aposentadoria, perderão a isenção do pagamento previdenciário e ainda terão que contribuir, no mínimo, por 25 anos para requerer a aposentadoria”, destacou Jeová.

Para ele, é preciso que os sindicatos e entidades ligadas à Agricultura se unam, se mobilizem e façam pressão junto aos deputados federais e senadores para que não aprovem o texto. “Não vejo outra saída para barrar essa crueldade que estão armando contra o trabalhador brasileiro”, reiterou Jeová, lembrando que essa reforma não mexe em nada na previdência social para resolver seu problema de caixa, ela acaba com os direitos dos trabalhadores e favorece grades grupos econômicos. “Essa proposta é, na realidade, um grande conluio, das grandes estruturas econômicas do mundo, para colocar no colo do trabalhador brasileiro, principalmente, dos agricultores. Ela é, sem dúvida nenhuma, a maior covardia contra os trabalhadores brasileiros”, finalizou o deputado conclamando os trabalhadores para lutar contra a aprovação desta proposta.



Redação

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