O Instituto de Polícia Científica (IPC) de Patos, juntamente com a Defesa Civil Municipal, esteve nesta terça-feira (28/11) visitando o lixão da cidade para fazer uma pericia criminal sobre o incêndio ocorrido no local. Já é a 6ª vez que o lixão de Patos pega fogo esse ano. Os incêndios acontecem sempre nos fins de semana, à noite e em pontos estratégicos do lixão, o que gera uma suspeita de ser um ato criminoso.

A perita criminal do IPC, Michele Nóbrega, informou que a solicitação do procedimento no local foi da delegada de Polícia Civil, Daniele Quirino, no sentido de averiguar se foi criminosa ou não a causa do incêndio no lixão.

“Nós estamos aqui para pesquisar vestígios dessa possibilidade de incêndio criminoso. Fizemos coleta de material que vão ser enviado a laboratórios para pesquisas e nós também vamos solicitar uma pericia complementar mais detalhada com a ajuda da equipe de Engenharia Forense da Gerência Executiva de Criminalística em João Pessoa one já deve esta agendando a perícia para complementar esse trabalho que estamos fazendo aqui hoje”.

 

Ainda de acordo com a perita, o trabalho vai ser feito para tentar descobrir as causas dos constantes incêndios no lixão de Patos e que o laudo será entregue nos próximos dias.

“Encontramos duas dificuldades, primeiro a extensão do local, uma área muito grande, e a segunda é o aterramento que foi feito gerando uma alteração no local desde o incêndio e nós compreendemos que isso é extremamente necessário pois a contenção do fogo é prioridade. Mas nós vamos tentar, da melhor maneira possível, solucionar a questão gerada pela delegacia de ter sido um incêndio criminoso, nós temos relatos dessa possibilidade pela realidade do local que constatamos. A entrega do laudo da pericia é de dez dias, como nós vamos solicitar exames laboratoriais geralmente é pedido uma dilatação desse prazo”, disse.

“Desta última vez o fogo começou no local onde era um depósito de um cidadão que guardava seu material reciclável que já estava separado, não foi no lixão propriamente dito. Com isso levanta alguns indícios de incêndio criminosos, mas a pericia vai fazer esse levantamento para conseguir alguma definição sobre esse caso”, pontuou Otaviano Ferreira, coordenador da Defesa Civil municipal.

Ainda de acordo com Otaviano, um estudo já foi feito para tentar evitar o fogo e caso aconteça, seja mais fácil de controlar.

“Fizemos um estudo juntamente com o Corpo de Bombeiros para realizarmos o trabalho de delimitações dos locais a serem depositados os lixos, entre um local e outro uma distancia mínima de 20m (vinte metros) para que, caso aconteça novamente, seja mais fácil de controlar esse fogo, pois com isso vamos isolar o material combustível que tem aqui no lixão. Estamos com o apoio das secretarias de Infraestrutura e Serviços Públicos para organizar junto aos motoristas dos caminhões de lixo para disciplinar esse posicionamento que já foi delimitado”, explicou.

 



Redação

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