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‘Ilhas de calor’: estudos apontam a importância da vegetação na amenização climática em JP

O crescimento desordenado das cidades associado às diversas formas de uso e cobertura do solo tem comprometido cada vez mais os espaços verdes das áreas urbanas, gerando assim, uma série de impactos ambientais no campo térmico desses ambientes como o aumento de temperatura, redução da umidade relativa do ar, desconforto térmico e a formação das ilhas de calor urbana.  Quem avalia esse cenário para com a cidade de João Pessoa, considerada uma das mais abundantes em vegetação do Brasil é a bióloga e ecóloga Anne Falcão de Freitas, como também tomamos por base recente estudo publicado pela Revista Brasileira de Geografia Física que fez um estudo sobre esse tema na capital paraibana.

Segundo Anne Falcão, a carência de vegetação na zona urbana, somada ao adensamento das construções, pode ter impacto no solo, nos cursos hídricos, na atmosfera, na fauna, na flora e também na saúde pública. Um dos problemas acarretados pela falta de arborização nos centros urbanos são as chamadas ilhas de calor. “Estudos realizados em nossa cidade (João Pessoa) demonstram que a intensidade da ilha de calor varia de acordo com os diferentes usos e cobertura do solo. Durante o dia é mais intensa, formada pela incidência dos raios solares sobre o material e geometria do ambiente urbano. Enquanto a noturna é menos intensa. Forma-se pela troca de calor entre o material e geometria do uso e cobertura do solo urbano, com o céu”, afirmou, destacando também que a alteração do campo térmico e a formação da ilha de calor contribuem diretamente para alterações no balanço da radiação, diminuição da umidade, aumento do calor nas cidades, ou seja, a degradação das condições naturais, gerando consequências no que se refere à interferência nas dinâmicas ambientais. “Por exemplo: maior evaporação da água do solo e uma possível mudança no regime de chuvas”.

Para os autores do estudo ‘Ilhas de Calor: Importância da Vegetação na Amenização Climática em João Pessoa’, a vegetação tem um papel decisivo nas variações da temperatura e umidade relativa do ar e na formação de ilha de calor urbana entre duas áreas representativas de condições microclimáticas diferenciadas dentro do espaço intra-urbano da cidade de João Pessoa\PB: A Mata do Buraquinho e a estação meteorológica do INMET localizada às margens da BR 230.  Para a realização da pesquisa foram utilizados dados meteorológicos de temperatura e umidade relativa do ar da Estação Meteorológica do INMET e do ponto localizado na Mata do Buraquinho. Confira detalhes: https://periodicos.ufpe.br/revistas/rbgfe/article/view/233120

Da Redação

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