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Hapvida: MP apura caso da morte de bebê

A Promotoria dos Direitos do Consumidor instaurou inquérito civil para apurar denúncia contra o hospital Hapvida, em João Pessoa, depois que uma criança de dois anos morreu por suposta negligência da equipe do hospital. A família protocolou uma notícia de fato no Ministério Público do Estado da Paraíba para que a morte de Naielly, ocorrida em abril, naquela unidade privada de saúde, seja investigada.

 

Os pais de Naielly vêm denunciando o caso desde o início de maio através das redes sociais. Eles acreditam que o diagnóstico incorreto prejudicou o tratamento da filha, bem como a sua cura. A criança teria morrido diagnosticada com pneumonia, mas por mais de um mês o problema foi considerado pelos médicos como apenas virose e alergia.

 

Stephany Gonçalves, mãe de Naielly, contou que desde o início do mês de março frequentava a urgência do hospital da Hapvida com sua filha. A criança tossia muito e os médicos diagnosticaram que se tratava de uma alergia. Depois disso, a menina passou também a parar de comer e a vomitar com frequência, mas os médicos permaneceram com o diagnóstico inicial.

 

Depois a criança começou a sentir febre muito alta e o diagnóstico passou a ser dado como virose, sendo receitada a medicação e a criança mandada para casa.

 

Segundo a mãe da criança, quatro dias após o diagnóstico de virose, foi novamente ao hospital para dar entrada com a criança desmaiando em seus braços, sem conseguir respirar.

 

Naielly então foi colocada em observação e após exames, que não tinham sido solicitados até então, os médicos diagnosticaram uma pneumonia com grau muito avançado. O pulmão esquerdo da criança já estava comprometido, o que gerou uma infecção no sangue.

 

Stephany relata que em menos de 24 horas de internação, sua filha foi para a UTI, teve várias paradas cardiorrespiratórias, os rins pararam, ela fez cinco sessões de hemodiálise, foi submetida a cirurgias, e no dia 11 de abril, a criança veio a óbito.

Stephany decidiu denunciar o caso em busca de justiça pela morte de sua filha.

 

A promotora de Justiça Priscila Maroja, responsável pelo processo no Ministério Público, não quis falar sobre o inquérito. O caso caiu para a Promotoria do Consumidor por se tratar de um hospital privado, dizendo respeito, portanto, aos direitos do consumidor.

 

O caso também é objeto de apuração no Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PB), com vistas a apurar, também, a atuação da equipe de enfermagem. “Ela [Stephany] denuncia em vários locais que houve uma negligência de profissionais. A priori, eu já nomeei uma conselheira relatora e ela vai olhar se tem indícios de infrações éticas de enfermagem ou não”, afirmou o presidente do Coren, Ronaldo Bezerra.

 

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