Após a dificuldade em apreciação do projeto da Reforma da Previdência estadual enviada pelo governo à Assembleia Legislativa da Paraíba, muitos são os questionamentos que estão sendo feitos acerca da medida.

Oposição e situação não convergem e a falta de entendimento acaba gerando dúvidas que atingem os servidores.

Através de nota, o governo do estado esclareceu pontos da medida e reforçou que a adequação do regime previdenciário é uma obrigatoriedade e necessária para que o Estado possa manter o Certificado de Regularidade Previdenciária e possa continuar recebendo recursos federais e contraindo empréstimos junto a organismos internacionais.

Em nota, o governo ainda explica que adequação não irá tirar nenhum direito do servidor público Civil e militar.

Confira a nota na íntegra:

O Governo do Estado da Paraíba, após reunião de sua equipe técnica com os deputados estaduais hoje pela manhã na Assembleia, que discutiu o Projeto de Lei encaminhado ao Legislativo no sentido de adequar ao Estado o que foi aprovado pela Emenda à Constituição Federal 103/19, vem a público prestar o seguinte esclarecimento:
 
1- Essa adequação é obrigatória e necessária para que o Estado possa manter o Certificado de Regularidade Previdenciária; caso perca esse certificado, o Estado ficará impedido de receber quaisquer recursos federais e até contrair empréstimos junto a organismos internacionais;
 
2- Esta adequação não retira nenhum direito do servidor público Civil e militar, a exemplo de auxílio-doença, salário família, licença maternidade e a gratificação por risco de vida; apenas estabelece que os recursos da PBPREV só podem ser utilizados para os pagamentos de pensão e aposentadoria; os demais benefícios serão pagos com os recursos do órgão ou do Poder ao qual o servidor esteja vinculado;
 
3- Adotamos a alíquota linear de 14%, que já é praticada nos vizinhos estados nordestinos, justamente para que os nossos aposentados e pensionistas que recebem até o teto, que hoje não descontam para a previdência, não passem a contribuir. Se implantássemos a alíquota progressiva, quem ganha um salário mínimo pagaria a partir de 7,5 %, chegando até 12% para quem recebe o teto de R$ 5.839,45;
 
4- O Governo está retirando os militares da proposta em razão da aprovação do PL pelo Congresso Nacional, que fixa regras próprias para a previdência dos militares e que ainda está aguardando a sanção presidencial. Até que essa legislação seja sancionada e entre em vigor, a situação dos militares permanece inalterada.
 
Paraíba, 11 de dezembro de 2019
Governo do Estado da Paraíba

PB Agora

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