O vereador Renan Maracajá (PSDC), preso nesta quinta-feira (22), na segunda fase da Operação Famintos, foi apontado no despacho do juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara Federal de Campina Grande não apenas como integrante da Organização Criminosa instalada na gestão municipal, mas, sobretudo, como  articulador central da fraude na merenda escolar na Rainha da Borborema.

No documento, a justiça acrescentou ainda que o parlamentar “continuava atuando nas empresas que vinha se beneficiando do esquema criminoso”.

“Renan não apenas integra o grupo criminoso, como também tem um papel central na articulação da fraude devido a sua interlocução entre os diversos grupos (político, administrativo e empresarial) e que se vale de pessoas interpostas não apenas para viabilizar a prática criminosa como também para ocultar os proveitos da infração, revelando que continuaria a delinquir caso mantido em liberdade”, diz o documento.

Além das prisões preventivas, também foram decretadas prisões temporárias contra Roberto Alves Pinheiro, Lisecílio de Brito Júnior, André Nunes de Oliveira, Severino França de Macedo Neto e Edna Iara do Santos.

A Operação Famintos visa combater fraudes em licitações na merenda escolar do município de Campina Grande, além de superfaturamento de contratos administrativos, corrupção e organização criminosa. Conforme a PF, até agora, o prejuízo chega a quase R$ 3 milhões.

 

Redação

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