EXCLUSIVO – As imagens  filmadas por moradores  de Vila Cabral de Santa Terezinha em Campina Grande e publicadas nas redes sociais,  são chocantes, macabras e de causar indignação a qualquer cidadão. Os ossos humanos “surgidos” da terra e descendo ladeira abaixo,  lembram cenas de um filme de terror, mais são reais e apontam para um grave problema sanitário que pode desencadear em um problema de saúde pública com consequências imprevisíveis. O mais grave é que no cemitério, mesmo nessas condições deteriorante.pelo menos duas pessoas testadas positivas para o Covid-19 já foram sepultadas, sendo que uma delas, sem o uso dos protocolos de segurança exigidos pelas autoridades sanitárias e epidemiológica.

As condições estruturais do cemitério do Santíssimo preocupa a população.  Ele é todo de terra batida, e com as chuvas que caíram este ano em Campina Grande, a terra  cedeu e inevitavelmente abriu ,covas e o lugar onde é depositado os ossos que ficaram expostos colocando em risco a saúde dos moradores do bairro. As imagens dos ossos humanos, e até um crânio ,foram compartilhadas em vários grupos de WhastApp e facebook. Muitos moradores ficaram revoltados. O medo dos moradores é que com as chuvas, a situação se torne ainda pior devido as condições precárias do cemitério.

A Prefeitura Municipal, através da  Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (SESUMA), já tomou conhecimento do caso, e ficou de enviar uma equipe para recolher os ossos e fechar o espaço reservado para o depósito de ossos.

Apesar da situação estrutural,  no cemitério foram sepultados duas pessoas com Covid-19, de forma irregular,sendo que, uma delas , com suspeita de  ter sido feito em decorrência de apadrinhamento político conforme denunciou o líder comunitário Severino do Ramos Oliveira.

Em meio a dor, o sofrimento da perda de um ente querido, vítima de Covid-19, e a angústia de não poder fazer o velório, Severino tentou sepultar a sua mãe no cemitério, mas não o fez porque segundo informou o administrador, o enterro não poderia ser realizado lá, por falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), bem como porque existem cemitérios pela cidade que estão destinados para os casos de covid-19. Então, fizeram como indicado e procuraram outro cemitério.

Para espanto dele, na última segunda-feira, mais uma pessoa foi sepultada no local e sem o devido protocolo de segurança.  Vale lembrar que por conta da pandemia, o Ministério Público recomendou uma série de medidas a serem adotadas pelos cemitérios para o sepultamento de pessoas testadas positivas para o Covid.

Localizado dentro do bairro, fazendo limite com as casas dos moradores, o cemitério se tornou um risco para as pessoas após o sepultamento de casos de covid-19, visto que o risco de contágio do novo vírus é iminente.  Além do novo coronavírus,outras doenças que podem ser causadas pela exposição a decomposição de corpos humanos.

Uma denúncia já foi formulada junto ao Ministério Público, precisamente junto a Promotoria de Justiça de Campina Grande, Defesa da Cidadania e dos Direitos Fundamentais que deve apurar o caso.

Segundo apurou o PB Agora,  o primeiro enterro ocorreu há uns   vinte dias (um jovem da Comunidade), já o segundo foi na última segunda-feira (15), de Junho de 2020, de uma senhora que residia no Sítio Rafael e a família na Vila de Santa Terezinha.

Nesse último caso, o ex-vereador da cidade, Lafite, teria ligado o responsável geral pela administração dos cemitérios, Fernando dos Santos, e este autorizado os sepultamentos, independentemente da causa da morte. O sepultamento se deu, mesmo sem a existência de EPI`s.  O administrador geral dos cemitérios só teria pedido que o enterro fosse realizado sem muito “alarde”.

O líder comunitário ressaltou que não estava questionando o sepultamento, visto que sabe a dor de uma pessoa nessa hora difícil , mas a politicagem até na hora da morte. Muitos moradores fizeram questão de enfatizar que o administrador do cemitério do Santíssimo não teve culpa, pois obedeceu ordens superiores, colocando em risco a sua própria vida e a dos coveiros.

O PB Agora também apurou que o prefeito Romero Rodrigues e o secretário Geraldo Nobre não tinham  conhecimento do que estava acontecendo. Ligações foram feitas para o Secretário, mas ele não atendeu nem respondeu as mensagens no WhatsApp.

 

Severino Lopes
PB Agora 

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