Em depoimento, na manhã desta quarta-feira (4), sobre as cartas-renúncia assinadas por vereadores da cidade, o ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, se emocionou o foi as lágrimas.

Ao falar sobre a esposa Jaqueline Monteiro, vereadora da cidade, ele não se conteve e chorou. O ex prefeito confessou que se arrepende por ter a envolvida no esquema.
“ Minha esposa em nenhum momento fraquejou. O tempo todo ela me fortaleceu e ainda me fortalece. Ela ficou presa por mais de um ano por causa disso”, disse.

Leto também se emocionou no momento de falar sobre as delações. O ex-gestor contou como funcionava o esquema que culminou na renúncia do então prefeito Luceninha (2013), com pagamento de propina a vereadores e outras práticas criminosas. “No momento em que aceitei fazer a colaboração, não vou mentir, não vou levantar falso a ninguém, mesmo que seja meu adversário”, justificou.

Leto Viana está preso desde o dia 3 de abril de 2018 no âmbito da Operação Xeque-Mate, responsável por desvendar um esquema de corrupção em Cabedelo. Ele ainda aguarda o fim da audiência para saber se terá o pedido de habeas corpus aceito pelo juiz Henrique Jorge Jácome.

No final de julho, a Justiça da Paraíba decidiu manter a prisão preventiva do ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, e de outro quatro réus no processo da Operação Xeque-Mate.

O Ministério Público havia emitido um parecer favorável à soltura na terça-feira (16), indicando que não havia mais a necessidade de manter os réus em prisão preventiva. Porém, no sentido contrário, a juíza Higyna Josita entendeu que há motivos para manter os cinco réus presos, principalmente para evitar que atuem de forma a destruir provas ou intimidar testemunhas em outras investigações relacionadas a “Xeque-Mate”.

PB Agora

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