Esta semana será apresentado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) da Barreira do Cabo Branco. Segundo informações da Defesa Civil Municipal, o documento está finalizado e será encaminhado nos próximos dias à Secretaria de Planejamento (Seplan) de João Pessoa, que deve tornar o material público. Para o geógrafo William Lima, presidente do Grupo Amigos da Barreira (GAB), uma das principais ONGs a acompanhar a Barreira do Cabo Branco, disse que ainda não teve acesso ao estudo realizado pela Prefeitura de João Pessoa, mas tem duras críticas a forma como o projeto foi concebido.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Noé Estrela, explica o processo até a aprovação do EIA/RIMA. “Por ser uma área de risco, a Defesa Civil está integrando o projeto. O Estudo de Impacto Ambiental foi finalizado e devemos entregar na Seplan ainda esta semana. Ao chegar na secretaria, estará disponível ao público para conferência. O relatório vai indicar o que pode ser alterado e acrescentado na execução do projeto da Barreira”.

Noé Estrela informou também que o processo licitatório de drenagem da Barreira do Cabo Branco está aberto e deve ser encerrado em, no mínimo, 30 dias. Na última sexta-feira, a região voltou a apresentar deslizamento, no trecho próximo à Praça de Iemanjá, mais um motivo para se reforçar a interdição da área, explicou o coordenador da Defesa Civil. “Estamos constantemente alertando sobre os perigos da área. Vários pontos não têm declividade, estão em processo de queda, acentuados pela alta da maré. Muita gente se aproxima para fazer foto, desrespeitam a sinalização que colocamos. Por isso estamos diariamente monitorando para que as pessoas não se aproximem da região”, disse Noé Estrela.

Já o geógrafo William Lima , disse que ainda não teve acesso ao estudo realizado pela Prefeitura de João Pessoa, mas tem duras críticas a forma como o projeto foi concebido. “Enquanto especialista, defendo que esse estudo visa somente atender ao projeto que a Prefeitura quer executar, pois foi feito às pressas. Nenhum estudo costeiro é realizado em menos de um ano, como foi este que vão apresentar. Na nossa avaliação, isso é um ‘tapa na cara’ da sociedade científica”, explicou o geógrafo.

Ainda segundo o especialista o atual EIA/RIMA não está levando em consideração antigos estudos da região. “Existe uma pesquisa que foi realizada entre 2007 e 2010 pelas universidades federais da Paraíba, Pernambuco e Ceará. Eles deveriam ter usado este como base, atualizando o que fosse necessário. Mas eles não aproveitaram a pesquisa, estão realizando um estudo sem embasamento científico”, disse William Lima.


Redação

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