Por pbagora.com.br

No mundo todo, a pandemia do novo coronavírus já infectou mais de 110 mil pessoas em mais de 100 países. Para conter a disseminação do Covid-19, autoridades desses países estão obrigados a adotarem medidas duras para evitar que o número de vítimas aumentem. A ação, embora seja de extrema relevância e necessária, pode vir a afetar a saúde mental daqueles que, nesse momento, precisam se manterem isolados.

O período de limitação de deslocamento pode disparar gatilhos da ansiedade, assim como, em casos extremos, levar a uma depressão, causada principalmente por um logo período de solidão e medo.

Recentemente, num estudo publicado pela revista britânica Lancet, os autores ressaltaram ainda que, além das patologias citadas acima, uma quarentena pode levar ao estresse pós-traumático, confusão e raiva, além de ansiedade. De acordo com a psicóloga Hanna Suassuna, a quarentena pode sim gerar muitas consequências psicológicas, devido ao intenso temor, ansiedade e angústia compartilhado pelas pessoas, pelo receio de como ficará a evolução da situação e as repercussões futuras. “Vários sintomas são observados durante e pós pandemia, como: tristeza, medo em excesso, abuso de substâncias, transtornos alimentares e irritabilidade”, observou Hanna.

Segundo o estudo, os fatores que mais estressam as pessoas isoladas são: não saber quanto tempo durará a quarentena; medo de serem infectados; frustração; tédio; informações inadequadas, além de possíveis perdas. “Outro quadro sintomático que pode ser percebido, é o Transtorno de Estresse Pós-traumático, em que as pessoas revivem o evento estressor com muita ansiedade, medo e sentimentos negativos”, argumentou a psicóloga.

A psicóloga lembra ainda a importância do aumento dos cuidados em relação as pessoas que já são acometidas por algum transtorno mental, pois eles podem se intensificar nesse período, além de observar bem o comportamento daquele profissional de saúde que atua na linha de frente no combate à pandemia como a que vivemos. “Também é preciso um olhar atento aos profissionais de saúde que passam por severos desgastes, pela carga intensa de trabalho e a exposição, gerando como consequências, insônia, ansiedade, pânico e humor depressivo, necessitando um cuidado especial”, ressaltou. A profissional demonstrou preocupação inclusive com aqueles que possam vir a desenvolver algum tipo de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), como o comportamento obsessivo de limpeza, por medo da contaminação.

Para Hanna Suassuna, no momento atual, é preciso entender que o processo do aumento da ansiedade é natural, devendo ser respeitado e não negligenciado, mas é importante não reforçar comportamentos que sejam gatilhos para crises de ansiedade, como falar demais sobre o assunto e ler várias informações por um longo período do dia. “É preciso realizar atividades que sejam prazerosas e calmantes, como ler, assistir e conversar sobre assuntos diversos; realizar técnicas de respiração; e o autocuidado.

QUARENTENA

A palavra quarentena foi usada pela primeira vez em Veneza, em 1127, para casos de hanseníase e foi amplamente usada em resposta à peste bubônica séculos depois.

 

PB Agora

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