No próximo sábado, dia 22 de setembro, todos os 223 municípios da Paraíba estarão juntos, empenhados em vacinar o maior número possível de cães e gatos, durante o Dia D da Campanha de Vacinação Contra a Raiva Animal.

 

De acordo com o chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Francisco de Assis Azevedo, todos os municípios irão trabalhar com postos fixos ou volantes, segundo o critério de cada Secretaria, das 8h às 17h. Na sede da SES, no bairro da Torre, na capital (ao lado do Hemocentro), terá um posto de vacinação.

 

Segundo Francisco, a campanha já começou em alguns locais, especialmente na zona rural e em áreas de difícil acesso. “Os agentes dessas áreas estão fazendo um sistema de trabalho de casa em casa, para no dia 22 trabalhar apenas com os postos fixos nas sedes dos municípios”, acrescentou.

 

A vacinação se faz necessária dentro do processo de eliminação da raiva humana transmitida por cães e gatos no círculo urbano, já que estes animais são os principais focos da doença. “Com essa campanha, nós não estamos protegendo só os animais. O foco principal é a proteção e promoção da saúde de nossa população, ou seja, evitar que a raiva chegue nas pessoas”, afirma.

No sábado, deverão ser vacinados todos os cães e gatos a partir de três meses de idade. A meta é imunizar, ao todo, 727.372 animais – sendo 528.935 cães e 198.437 gatos. Após o Dia D, a SES estabelece o prazo de 30 dias para atingir as metas.

“A vacina não tem contraindicação. O animal pode ser gestante, pode estar amamentando, como também não há idade limite para ser vacinado”, informou Francisco. 

 

A doença – A raiva é uma doença infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida ao homem por meio da mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas ou pele lesionada por animais raivosos, provocando uma encefalite viral aguda. A transmissão ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado penetra no organismo.

 

 A doença acomete o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução. É letal em aproximadamente 100% dos casos, por ser causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais, e a única forma de evitá-la é pela vacinação anual, que não tem contra-indicação.

 

A raiva apresenta quatro ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores têm maior destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos representam o maior perigo; e no ciclo urbano os principais elementos responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.

 

 

Redação 

 


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