Por pbagora.com.br
 
 

Ambos aliados do Governo João Azevêdo, os deputados estaduais Jeová Campos (PSB) e Júnior Araújo (Avante) entraram em rota de colisão essa semana por conta da existência de divergência entre as indicações de aliados na região de Cajazeiras, bem como o apoio na disputa pela sucessão municipal na terra do Padre Rolim, o que pode provocar um mal estar para a gestão estadual administrar nos próximos dias.

Em entrevista nesta segunda-feira (27), o deputado estadual Jeová Campos confirmou sua insatisfação com o andamento de algumas nomeações de adversários em 2018 em detrimento de aliados que apoiaram a eleição do governador João Azevêdo e lamentou que o deputado Júnior Araújo cobre lealdade do Governo João, quando não agiu dessa forma durante a campanha.

“Eu não estou rompendo com ninguém, eu apenas declarei que lealdade só pode cobrar quem é leal. Eu fiz a campanha do governador na Paraíba inteira, 100% fechado com João Azevêdo, e Júnior Araújo, que hoje quer mandar em tudo em Cajazeiras, votou com adversários em 2018 e agora tem o direito de achar que pode cobrar lealdade. Como você pode cobrar lealdade a um governo quando você não foi leal na campanha? Não tem problema. Os cargos todos pertencem ao governador, cabe ao Governo nomear quem ele confiar, é um direito dele, agora se é para respeitar politicamente a liderança, eu precisaria no mínimo ser ouvido, somente isso. Porque lealdade chama-se Jeová Campos”, disse.

Indagado se já havia relatado ao governador esse mal estar com Júnior Araújo, Jeová disse que o fato já era público e notório, não sendo ninguém desinformado sobre a situação. “Não tem o menor sentido relatar isso para ele, o fato é público, e isso é uma questão local, agora o povo de Cajazeiras que fez a campanha, que está sendo demitido por Júnior Araújo e seu grupo, eu creio que João Azevêdo nem sabe disso”, ressaltou.

Jeová lembrou ainda que seu irmão, Marcos Campos, segue pré-candidato à prefeitura da cidade e tem o objetivo de unir e levar projetos e melhorias para a cidade e não cizânias.

“O que eu tenho a dizer que quem quer unir a oposição em Cajazeiras não pode bater na cara do alho. O alho tem que ser conquistado pelo controle, pela qualidade, e não pela porrada. Mas não tem problema. Tudo passa, o tempo voa, e o alho continua numa boa. Nós queremos um projeto para mudar Cajazeiras, com Marcos Campos, futuro prefeito”, ressaltou.

Na cidade, os grupos políticos são conhecidos por apelidos. O grupo do alho é o que combate o grupo dos vampiros na região.

PB Agora

 
 
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