O mês de junho tem sido marcado por muitas chuvas na Paraíba. Segundo os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), as maiores precipitações se concentraram nos municípios do Brejo e da Região Metropolitana de João Pessoa, onde sete cidades já registraram, cada uma, mais de 200 mm de chuvas. Em João Pessoa, choveu acima dos 560 mm até esta segunda-feira, o que provocou vários problemas, como abertura de cratera em vias e alagamentos.
Porém, no Sertão, o maior acumulado é em Catolé do Rocha com apenas 13 milímetros. No Cariri, a cidade onde mais choveu foi Caturité, com 39 milímetros.

No Agreste, choveu 62,9 mm em Remígio, 71,2 mm em Fagundes, 72,9 mm em Campina Grande e 76,4 mm em Riachão do Bacamarte.
Na microrregião do Brejo paraibano, as chuvas já acumulam 100 milímetros nestes 17 dias, como em Alagoinha (110 mm) e Areia (123,6 mm).

Segundo a meteorologista da Aesa, Marle Bandeira, as chuvas nesta época são comuns, e a previsão de de mais chuvas. “O período de chuva do Litoral ao Agreste é de abril a julho, pegando outono e início de inverno. No relatório que divulgamos em março já prevíamos chuva acima da média na faixa litorânea. Além disso, houve uma convergência de ventos nesse últimos dias na costa, por isso as chuvas tão fortes”, explicou.

Em João Pessoa, as chuvas causaram transtornos. A barreira do Castelo Branco voltou a deslizar e interditou uma faixa da BR-230. Também houve deslizamento na encosta da Rua Desportista José Eduardo de Holanda, no Cabo Branco, e uma árvore caiu na Rua Bancário Wagner Alexandrino Bezerra Japyassu, nos Bancários. As apresentações culturais na Casa da Pólvora e no Parque da Lagoa foram canceladas por causa do alerta.

Quase 100 famílias estão desabrigadas ou desalojadas, sendo assistidas pela Prefeitura de João Pessoa em escolas do município

Severino Lopes
PB Agora

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