Por pbagora.com.br

Capacidade de operação praticamente dobrada e pelo menos mil novos empregos diretos gerados. Essas serão algumas das vantagens da dragagem do Porto de Cabedelo que será financiada com recursos do PAC cujas obras deverão ser iniciadas ainda este ano. As obras visam a ampliação da capacidade operacional do terminal portuário com a dragagem do canal de navegação, bem como da bacia de evolução, dragada pela última vez há mais de cinco anos, permitindo que navios de grande calado trafeguem e descarreguem sem riscos devido ao assoreamento. A obra custará o equivalente a R$ 49,4 milhões. A abertura dos envelopes da licitação está marcada para o dia 12 de novembro, mas era para ter acontecido no último dia 27, mas em função da necessidade de se adequar o estudo de impacto ambiental que estava fora do padrão, o processo foi adiado. O estudo foi feito pela antiga gestão do porto, ainda no governo de Cássio Cunha Lima, e não se adequava às exigências da Secretaria dos Portos.

Com um canal medindo seis quilômetros de extensão, 150 metros de largura e 9,14 metros de profundidade, atualmente o Porto tem uma limitação de recebimento de embarcações de até 30 pés de calado. Com as obras de dragagem o porto poderá receber embarcações de até 40 pés de calado. Segundo o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wagner Breckenfeld, o porto deixará no passado a restrição estrutural que o impedia de aumentar sua receita com o desembarque de mercadorias. “Agora o porto terá uma estrutura física adequada para receber navios de calados maiores, praticamente dobrando a sua capacidade de operação”, ressaltou Wagner.

Hoje o porto de Cabedelo tem capacidade para receber 30 a 35 mil toneladas de mercadorias por embarcação. Após a dragagem, a tendência é que o porto aumente o fluxo de recebimento, tendo em vista que estará preparado para o desembarque de até 50 mil toneladas por embarcação. Os principais produtos que chegam ao porto são os granéis líquidos (gasolina, álcool e óleo diesel), além do subproduto do petróleo (coque de petróleo) um combustível sólido importado da Venezuela e dos Estados Unidos e utilizado em caldeiras industriais. Além disso, o porto também recebe o trigo da Argentina e do Rio Grande do Sul que precisa ser escoado para os estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco.

O diretor presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wagner Breckenfeld, destaca ainda que a dragagem aumentará também a capacidade de geração de emprego e renda, uma vez que a capacidade de operação do porto também deve crescer proporcionalmente ao aumento de demanda. No dia 12 de novembro serão abertos os envelopes das propostas para escolha da empresa que fará as obras no Porto de Cabedelo. O processo será realizado na Secretaria Especial dos Portos, em Brasília. A obra deve durar, em média, seis meses.
 

 

Assessoria

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