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Baixo nível do açude preocupa Zenildo que incentiva campanhas para o uso racional da água

 O Sertão brasileiro se destaca como uma das regiões mais complexas do mundo sob o ponto de vista de irregularidade pluviométrica. Essa irregularidade se evidencia tanto do ponto de vista espacial como temporal. Dependemos de um delicado sistema de circulação atmosférica para o desencadeamento de nossos tão esperados períodos chuvosos.

O problema segundo o sousense Zenildo Oliveira (PSD) é que, em muitos anos, esses sistemas não atuam conforme o esperado, provocando as estiagens e essa realidade vem atingindo o principal manancial que abastece Sousa o açude de São Gonçalo que está prestes a entrar em um colapso no sistema de abastecimento. O açude de São Gonçalo, reservatório que abastece a cidade sertaneja, está com o menor volume dos últimos 10 anos. Zenildo cobra dos entes públicos campanhas socioeducativas voltadas ao uso racional da água.

O manancial tem capacidade para armazenar 44.600.000m³, mas conta atualmente segundo dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA) com apenas 2.553.280 m³ o que representa 5,7% do total. Desde o começo do ano que principal manancial que abastece o município, atingiu o volume morto, deixando a população apreensiva.

Com isso as cidades de Sousa, Nazarezinho e Marizópolis, que já enfrentam racionamento, poderão ter colapso no seu abastecimento. Com mais de 68 mil habitantes, Sousa foi dividida em três áreas e cada parte dessa recebe água uma vez por semana. Para Zenildo a situação é crítica do açude São Gonçalo vem afetando as indústrias, plantações e o comércio local. Uma das causas para o aprofundamento da crise hídrica na região seria a retirada ilegal de água do açude.
Segundo o sousense um colapso no abastecimento refletiria imediatamente com a falência do comércio da região que vem sofrendo forte queda nas vendas devido à falta de água e a dificuldade de obtenção de renda da população.

A mesorregião do Sertão Paraibano é uma das quatro mesorregiões do estado brasileiro da Paraíba. É formada pela união de 83 municípios agrupados em sete microrregiões no qual a forte estiagem vem afetando todas, o que demanda na visão de Zenildo Oliveira uma adequada gestão dos recursos hídricos. “A maioria dos municípios do Sertão apresenta balanços hídricos negativos na maior parte do ano em função das altas taxas de evapotranspiração decorrentes de nossas elevadas temperaturas médias. Portanto se faz necessário campanhas por parte do poder público voltadas ao uso racional da água nas escolas, repartições públicas, como com a sociedade em geral. Não se permite numa situação como estamos gestões ineficientes, a exemplo da DAESA em Sousa, que demora dias para consertar um vazamento ou atender uma chamada”, afirma Zenildo.

Para o sousense medidas educativas e coercitivas voltadas ao uso racional da água no Estado devam ser prioridade para que não deixemos que tais iniciativas sejam tomadas apenas quando estivermos sem água nas torneiras. Portanto, destaca também que nada mais justo que mostrar via campanhas como a população pode contribuir com o uso racional.

 

 

Assessoria

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