Uma espécie de “cemitério” clandestino de carcaças de animais foi encontrado na cidade de Queimadas no Agreste paraibano. As imagens são chocantes e a suspeita é que alguns animais foram mortos dentro de sacos de plásticos.

No total, foram descobertos cerca de 150 carcaças, no cemitério de animais, sendo cães em sua maioria. O caso foi denunciado a uma ONG de Campina Grande, que formalizou denúncia na delegacia de Queimadas.

A presidente da ONG Adota Campina, Barbara Barros, recebeu a queixa do proprietário do terreno e confirmou que tratava-se de um crime ambiental.
“Aparentemente uma chacina com requintes de crueldade porque nem sequer eles foram enterrados. A perícia que vai identificar se eles foram jogados vivos, como foi e o porquê. Nossa preocupação maior é que a polícia possa investigar”, destacou a presidente.

Na mesma área também foram encontrados animais mortos dentro de uma cisterna desativada da propriedade. O local não recebe visita constante, o que favoreceu os criminosos. O tenente Rodrigues, esteve no local e disse que os culpados podem responder por maus tratos.

Esse caso não é o primeiro na Paraíba. No começo desse mês, pelo menos 12 animais, entre cães e gatos, foram encontrados mortos no lixo do Mercado da Torre, em João Pessoa. A suspeita é que eles tenham sido envenenados. Um dos animais mortos é uma cadela que amamentava oito filhotes, agora abandonados no local.

No ano passado, cerca de 30 cães mortos na cidade de Igaracy, no Sertão paraibano. Segundo investigou a Polícia Civil, os animais foram assassinados com requintes de crueldade, e não por meio do procedimento de eutanásia. Foi aberto um inquérito para investigar o caso. Em janeiro desse ano, a Polícia Civil da Paraíba passou a investigar uma suposta matança de animais ocorrida na cidade de Serra Redonda, no interior do Estado.

Caso seja comprovado que os animais foram vítimas de morte provocada por ação humana, os responsáveis poderão ser enquadrados com base na Lei N.º 9.605/ 1998, mais conhecida como a Lei de Crimes Ambientais.
A legislação prevê sanções penais e administrativas por condutas praticadas contra animais e meio ambiente, com pena que pode chegar até quatro anos de prisão.

Severino Lopes
PB Agora

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