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Apesar da crise, sondagem feita pelo Sebrae mostra que empresários de MPE estão otimistas para 2009

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pesar da crise ter afetado os pequenos negócios no último quadrimestre, a maioria dos micro e pequenos empresários (MPE) está otimista em relação ao desempenho da economia em 2009 e preveem um ano melhor que 2008. A estimativa consta de sondagem ‘Ponto de Vista dos Pequenos Negócios’, divulgada nesta quinta, 02, pelo Sebrae Nacional. Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados esperam vender e faturar mais em 2009, 56% dos empresários de pequenos negócios pretendem manter o quadro de funcionários e outros 35% disseram que querem aumentar as contratações com carteira assinada.

As entrevistas, que abrangeram os setores da indústria, agronegócios, comércio e serviços, foram distribuídas nos 26 estados e no Distrito Federal, no período de 3 a 13 de março pelas Centrais de Relacionamento do Sebrae, também sondou 33 empresários paraibanos, que mantém algum relacionamento ou orientação com o Sebrae Paraíba. Essa é a primeira de uma série de sondagens que o Sebrae produzirá em 2009.

De acordo com os dados levantados, mais de 68% dos micro e pequenos empresários acreditam ainda num aumento do número de clientes neste ano e 49% deles disseram que devem aumentar o investimento próprio no negócio. Mais da metade (57%) dos entrevistados avalia que as atividades empresariais em 2009 serão boas e 22% são ainda mais otimistas e esperam que sejam “muito boas”. Apenas 8% acreditam que 2009 será um ano ruim e 1% que será muito ruim. Os empresários acreditam que os juros do sistema financeiro ficarão mais baixos em 2009 (35% acham que os juros vão diminuir; 34% que não haverá alteração e 31% que os juros vão aumentar), porém maioria não deve recorrer a novos empréstimos.

O documento Ponto de Vista que trata dos “Reflexos da crise nos micro e pequenos negócios” revela ainda que, ao contrário do que ocorreu com as grandes empresas, a crise financeira internacional não afetou, de forma relevante, a dinâmica do mercado de trabalho nas micro e pequenas empresas brasileiras no último quadrimestre de 2008. Os números mostram que 69% dos empresários entrevistados não demitiram seus funcionários, contra 31% que confirmaram ter reduzido a mão-de-obra no período analisado. No último quadrimestre de 2008, embora 63% dos empresários tenham respondido que foram afetados pela crise, 65% afirmaram que não houve necessidade de tomar dinheiro emprestado aos bancos.

O superintendente do Sebrae Paraíba, Júlio Rafael, disse que o levantamento é válido porque mostra a preocupação do Sebrae com o ambiente como está sendo afetado o micro e o pequeno negócio de maneira global pelos efeitos da crise que bateu já no Brasil desde o último trimestre de 2008. “Queremos fazer também algumas sondagens regionais para saber que efeitos diferenciados a crise também tem causado, pois tal como a crise econômica afeta de maneira diferente os vários países do globo, as regiões do Brasil são também atingidas distintamente. No nosso caso, por exemplo, nós não temos preocupações com as commodities agrícolas como os vários estados do Sul e Sudeste possuem de forma central e nas exportações, pois a participação e a inserção dos pequenos negócios paraibanos no mercado internacional ainda são limitadas. Como o setor público tem 30% na participação do PIB e nos municípios do interior essa importância chega a dobrar, outro chamamento para os gestores em tempo de queda de arrecadação é a regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa para melhorar o ambiente interno e focar no desenvolvimento local para a criação e formalização de micro e pequenas empresas e aproveitamento das compras governamentais para esses setores”, lembrou Júlio.

Já o consultor do Sebrae Paraíba, Martinho Campos, disse que mesmo a sondagem não sendo considerada uma pesquisa junto aos pequenos negócios tem certa importância estatística. “Podemos tomá-la como uma sinalização objetiva quanto ao sentimento dos empresários de micro e pequenos empreendimentos do Brasil e que inclui Paraíba. O otimismo significa que os empresários estão apostando na manutenção ou no aumento da dinâmica do consumo na economia nacional em 2009 (praticamente, 80%). Isso é importante, porque o fator fundamental de enfrentamento da crise reside justamente na confiança empresarial”, comentou.

Segundo Martinho, é interessante saber que apesar dos impactos negativos da crise, “relativos à redução de quantidade vendida, à redução dos investimentos previstos, como principais variáveis negociais, a expectativa dos empresários segue sendo positiva, devendo-se atentar, em particular, para o fato de que estão voltados para a ampliação do negócio, o desenvolvimento de ações de marketing, a busca de novos mercados, inovação e capacitação”, frisou.

Percepção- O documento trouxe ainda a percepção dos empresários sobre seus negócios no último quadrimestre de 2008. De acordo com o levantamento, cerca de 70% dos empresários das micro e pequenas empresas tiveram redução da quantidade vendida a partir de setembro de 2008, a mesma proporção alegou também que seu faturamento foi reduzido no último quadrimestre de 2008, mais de 55% de pequenos negócios tiveram redução do número de clientes, outros 30% dos entrevistados afirmaram ter demitido funcionários no referido período enquanto o nível de investimento previsto caiu para 60% das empresas consultadas. O economista do Sebrae Martinho Campos disse que se antes da crise a regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena era uma necessidade tornou-se imprescindível com a chegada da crise nos municípios via queda da arrecadação.

Para a composição da sondagem, foram entrevistados 2.937 empresários dos setores da indústria, agronegócios, comércio e serviços, distribuídos nos 26 estados do País e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas no período de 3 a 13 de março pelas Centrais de Relacionamento do Sebrae nos estados.

Assessoria

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