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“Anônimos” prometem revelar segredos dos bastidores da PM; “greve branca” pode começar

“Anônimos” garantem revelar segredos dos bastidores da Polícia Militar; “greve branca” nas DD’s pode ser deflagrada pela guarnição nos próximos dias

O jornalista Giovanni Meireles trouxe em sua coluna no PB Agora uma gama de informações impactantes acerca de fatos que prometem mexer com a rotina da Polícia Militar da Paraíba. Entre ameaça de denúncias e possibilidade de diminuição das operações, a tendência é que os primeiros meses do ano não sejam nada bons para o novo Governador no que tange a administração da Segurança Pública do Estado.

Confira a coluna

Ninguém sabe dizer ao certo quem eles são e nem de onde surgiram, assim, tão de repente, como se aparecessem do nada, mas estão cada vez mais influentes e agitados, principalmente nas inúmeras mensagens eletrônicas espalhadas pelo Twitter, a partir do seguinte endereço:

@policiamilitarp

No perfil do grupo, cuja foto selecionada para seu avatar está reproduzida ao lado, eles dizem que:

# Bio: Vocês irão saber tudo que se passa dentro da instituição Polícia Militar da Paraíba.

Mobilização pela Web

Neste final de semana houve uma intensa “panfletagem” pela Internet, abordando temas como os enunciados abaixo, cujo conteúdo foi enviado para diversos jornais, portais de notícias, emissoras de rádio e TV, etc:

— Tsunami: Policiais, delegados e agentes preparam-se para invadir as ruas nesta terça-feira, dia 11 de janeiro, às 13 horas.

— Violência: Polícia registra 21 homicídios em apenas nove dias na Grande João Pessoa. Greve Branca continua!

Polícia Civil cria Central de Flagrantes

Ainda é segredo esta informação, mas circula reservadamente nos corredores das delegacias e gabinetes da secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, que a partir do próximo mês de fevereiro, todas as Delegacias Distritais serão fechadas durante o turno da noite também nos dias feriados.

Fechamento das DD’s da periferia

É que vão criar uma Central de Flagrantes no prédio onde funciona atualmente a Central de Polícia e várias delegacias especializadas, como Homicídios, Roubos & Furtos, Crimes Ambientais, Repressão a Entorpecentes, etc, localizada no bairro do Varadouro.

Quantidade de agentes é baixa

Esta providência está sendo tomada devido à falta de efetivos policiais em número suficiente para manter as delegacias de bairros funcionando normalmente, como vinha sendo feito anteriormente.

Decisão foi tomada pela cúpula

Agora, os plantões de agentes de investigação, escrivães e delegados terão que ser forçosamente unificados na Central de Polícia, para proporcionar um melhor funcionamento operacional no âmbito das atividades de polícia judiciária conduzidas hoje pela Sedes (antiga SSP), sediada em Mangabeira.

Menor uso de armas restritas

Por outro lado, uma nova norma criada pelo Governo Federal promete alterar a forma de atuação das forças de segurança pública em todo o País, restringindo a utilização de armas de fogo por agentes policiais (uso exclusivo).

Sem tiros pelas costas

A portaria Interministerial nº 4.226, editada pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, proíbe os policiais de atirar em pessoas em fuga, sem importar se elas estejam armadas ou não.

Automóveis podem furar barreiras

O uso da força letal pela polícia só será considerado legal em casos de legítima defesa ou por real ameaça de lesão ou morte de terceiros. Não poderão ser feitos disparos, por exemplo, contra carros que furarem blitzen policiais.

Validade em todo o Brasil

A portaria, que será obrigatória para os órgãos federais de segurança — como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança Pública — terá a adesão voluntária dos demais Estados e municípios brasileiros.

Nenhum disparo para o alto

Pela nova regulamentação, também estão proibidos os chamados “tiros de advertência”, quando o agente dispara para o alto a fim de controlar situações de conflito. O objetivo da portaria, segundo o ministério da Justiça, é reduzir gradativamente os índices de letalidade nas ações envolvendo agentes de segurança.

Choques, pimenta e gás

Outra novidade da norma é que os policiais não poderão mais apontar armas contra pessoas durante abordagens nas ruas de forma “rotineira e indiscriminada”. Os agentes policiais deverão portar pelo menos dois outros instrumentos de menor poder ofensivo (não letais, como pistolas de choques elétricos, spray de pimenta ou gás paralisante, por exemplo) como alternativa ao uso da arma de fogo.

Adaptação será até abril

O texto dá prazo de 60 dias (dois meses) para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional e a Força Nacional de Segurança Pública baixarem normas internas disciplinando a utilização de armas de fogo.

Cursos de Direitos Humanos

A portaria ainda prevê que os cursos de treinamento também deverão incluir conteúdos relativos à proteção dos direitos humanos. Eles terão mais 90 dias (três meses) para alterar seus procedimentos operacionais e o processo de formação e treinamento.
 

 

PB Agora

com Giovanni Meireles

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