A beleza do ser humano reside na sua complexidade ligada ao existir. Cada um é único, com digitais exclusivas, e suas ações e conceitos estão pautados no conhecimento de mundo individual. Ações são permitidas, realizadas e repetidas de forma quase passional, e isso é inquestionável, pois não há uma verdade absoluta, e as ciências humanas atestam tal afirmação, podendo o leitor observar os diversos caminhos que a filosofia trilhou e tende a trilhar, não se “conformando” com um padrão elementar e singular.

Após o preâmbulo deflagrado, o leitor pode observar, por exemplo, o evento intitulado “SOS Transposição – Grito do Nordeste”, que está sendo capitaneado pelo ex-governador Ricardo Coutinho, presidente da Fundação João Mangabeira, e um dos integrantes de maior representatividade política do PSB na esfera nacional.

O socialista busca chamar atenção para as obras do Eixo Leste da transposição do Velho Chico, com o objetivo de protestar contra a paralisação do bombeamento das águas no canal, cuja “retenção” vem prejudicando municípios que dependem da obra para o abastecimento de água, elemento natural e vital para a população que habita o semiárido nordestino.

E nesse contexto, o evento, a ser realizado no próximo domingo (01), no município de Monteiro, terá a participação suprapartidária de prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais, o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), além líderes políticos e sociedade civil como um todo.

Vale ressaltar que nesse cenário de protesto, presente também estará parte da comitiva “Caravana Nordeste Lula Livre em defesa da Amazônia, da Educação”, havendo a participação do ex-candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad e a presidenta nacional do partido, a deputada federal Gleisi Hoffman.

E é aí que a “confusão” interpretativa atinge seu pico, pois vozes e pensamentos antagônicos ao evento buscam associar o “SOS Transposição – Grito do Nordeste” com a peleja à soltura do ex-presidente Lula. E, de fato, o entendimento pode ser facilmente manipulado. Uma vírgula aqui, um ponto parágrafo ali e o discurso é deturpado.

Mas é importante ressaltar que, no cenário do próximo domingo, a pauta é o Rio São Francisco e a problemática do Eixo Leste. Mas a presença de Haddad e Gleisi Hoffman? Bem, assim como Ricardo Coutinho, eles são oposição ao governo Bolsonaro e, se há problemas na equação da transposição, nada implica afirmar que o papel dos que integram a base oposicionista é fiscalizar e cobrar do Executivo Federal o cumprimento efetivo de ações que beneficiem o povo. O resto é ponto final, ou continuado, dependendo aí do referencial de cada leitor.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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