O jornalismo de qualidade vive um paradoxo. Ao mesmo tempo em que vê redações minguarem mundo afora, há décadas não se via a figura do jornalista sério como ator principal compromissado com a verdade dos fatos. Graças à infindável multiplicação de notícias falsas, ou fake news, e a propagação de versões, em detrimento à verdade, a Comunicação Social e seus atores vive uma fase de alta relevância.

A guerra de notícias falsas, de argumentação pobre e espalhamento rápido, aliada à abundância de canais de informação, devolveu ao jornalista um papel de destaque junto ao leitor, bombardeado diariamente por todo tipo de conteúdo e seus congêneres.

E nessa batalha de “guerrilha” e “contra-guerrilha” envolvendo colegas de profissão, a Paraíba está sob ataque feroz dos que semeiam a notícia falsa por estarem recebendo vultosas vantagens pecuniárias pagas pelas famigeradas Organizações Sociais (OSs). Isso mesmo leitor: jornalistas obtendo, de forma venal, quantitativos significativos para propagar um suposto caos na Saúde do estado.

Fonte privilegiada enviou, inclusive, nomes de colegas que se dizem profissionais da comunicação e paladinos da moralidade para desqualificar os serviços de saúde vinculados à rede estadual da pasta.

Há um bombardeio de fake news que vêm se espalhando nas redes sociais, o que pode causar temor à população e, claro, indignação naqueles que trabalham como radialistas e jornalistas pautados na verdade. E faço um registro: esses são a imensa maioria.

E aqui eis um adendo: é dever de qualquer profissional da área que atuo apurar, cobrar, participar e engajar. Sim, pois as atribuições jornalísticas por excelência estão novamente na ordem do dia.

Quanto às OSs, muito pouco restam para elas, pois em coletiva no final do mês de dezembro o governador João Azevêdo (sem partido) foi incisivo e assertivo. Todos os contratos com as organizações sociais não mais serão renovados após o findar de cada um.

E isso independe da guerra de informações falsas, levianas ou qualquer outra adjetivação que possa ser posta na pena daqueles que se vendem. E nesse caso cabe um trocadilho.

Não se pode ter pena aos que usam sua pena em desfavor da sociedade. São piratas de sonhos, aniquiladores da verdade, falsários de um mundo criado por eles mesmos na busca de benefícios próprios que, sequer, conhecem a palavra ética. Recomendo ler Kant!

 

Eliabe Castor
PB Agora

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