E a Saúde Pública da Paraíba começa a dar sinais que sairá do Gólgota, ou Calvário, se assim desejar o leitor chamar. E falo isso sem medo de enfrentar a “Via Crucis”, afinal, blasfêmia não é da minha parte, muito menos pecado capital; lembrar que o sistema hospitalar paraibano foi saqueado, vilipendiado, fustigado e amassado pela Cruz Vermelha enquanto administrava unidades hospitalares em solo paraibano.

Aliás, foi exatamente o capital desviado ou mal empregado que colocou de joelhos os serviços hospitalares oferecidos pelo Estado ao povo. Em tempo pretérito recente, quando a malsinada Cruz Vermelha sujou com o mais forte escarlate nossos hospitais, drenando o sangue dos pacientes e absorvendo as plaquetas do erário público, ficou evidenciado que o Governo do Estado não poderia ficar refém das chamadas organizações sociais de forma perpétua.

E nesse tilintar agonizante, foi soado o alarme, pondo de prontidão os tímpanos do governador João Azevêdo (sem partido) que, em gesto de zelo à população do estado, propôs a criação da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde.

Fecundada sob o nome de PB Saúde, através de um Projeto de Lei Complementar enviado ao legislativo, nesta terça-feira (10), o dispositivo será mais um mecanismo de aporte a um setor do serviço público que, literalmente, é vida para a sociedade.

A PB Saúde, bem disse João Azevêdo, será mais uma opção à gestão direta e à terceirização por meio de organizações sociais que estão sendo utilizadas atualmente.

A proposta, como disse o chefe do Executivo estadual, é importante, pois permitirá “que o gestor possa escolher dentre as alternativas existentes aquela que seja mais eficiente e adequada conforme a demanda a ser atendida”.

Em outras palavras, não havendo necessidade de tradução bíblica direta do aramaico para hebraico, e essa para o grego, o Calvário chegou ao fim, uma vez que a novidade, digo, Fundação Paraibana de Gestão em Saúde terá respaldo legal para gerir implementos ligados ao setor.

Ela poderá atuar na gestão e produção de cuidados integrados à saúde a partir dos serviços, ações, programas e estratégias que estiverem sob sua responsabilidade. Há também a previsão de que a entidade possa recrutar pessoal e desenvolver capacidades e ações junto às múltiplas Instituições que integram o SUS.

Ponto para o Governo do Estado, felicidade para o povo, tristeza para as OSS escusas.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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