O Inventário Florestal do Estado da Paraíba, que será lançado ainda no primeiro semestre de 2019, foi discutido em reunião na Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (Seirhma). Durante a reunião foram apresentados resultados preliminares do Inventário Florestal Nacional (IFN), realizado na Paraíba pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).Participaram também da reunião técnicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Secretaria de Estado da Agricultura e Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Sudema).

 

O objetivo do encontro foi receber contribuições dos técnicos do Estado sobre as áreas de vegetação na Paraíba e a partir disso compilar as informações constantes no relatório, adequando a realidade local, chegando a um resultado final. O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) é o responsável pela implementação do Inventário Florestal Nacional (IFN) em todo o país.

 

De acordo com o consultor da FAO, Gustavo Pinho, para o Estado da Paraíba a coleta de campo já foi concluída, os dados foram processados e analisados chegando a resultados preliminares. “Com uma das etapas para elaboração dos relatórios dos resultados do IFN de cada Estado, o SFB se reúne com os governos estaduais para uma discussão técnica, visando construir em conjunto os resultados finais do documento”, explicou Gustavo.

 

Segundo ele, o inventário florestal na Paraíba foi feito nos anos de 2016 e 2017 e foram coletados dados de 151 pontos amostrais distribuídos uniformemente pelo Estado, por meio de realização de coletas botânicas, análises de solo e entrevistas com os moradores das áreas, sobre o entendimento da população com relação ao meio ambiente. O estudo visa à elaboração de relatório final com o Estado para o planejamento de políticas públicas de preservação e recuperação da flora no Estado.

 

O assessor técnico da Seirhma, Itaragil Venâncio Marinho, informou que o Estado tem uma tradição de regeneração da flora nativa após o ciclo do algodão nos anos 80. “A Paraíba tem uma boa cobertura florestal, mas está dentro da área de desertificação. Foi elaborado nos últimos quatro anos o plano de combate à desertificação no Estado. A intenção a partir da compilação do inventário florestal é convocar os setores produtivos, órgãos e entidades que trabalham com políticas de fomento, agrícola, florestal e de meio ambiente para discutir a nossa realidade, com o objetivo de possibilitar e recuperar as perdas”, ressaltou Itaragil.

 

Redação

 

 


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