A Barragem I da mina Córrego do Feijão, rompida no último dia 25 de janeiro de 2019, está localizada em Brumadinho (MG), em um córrego afluente ao rio Paraopeba, que, por sua vez, deságua no rio São Francisco no reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, localizado a 331 km da barragem rompida.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, o ponto mais a jusante do rio Paraopeba onde foram identificadas alterações do parâmetro turbidez se localiza no município de São José da Varginha (MG). Este local se encontra a cerca de 200 km do início do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Três Marias. Entretanto, essas alterações se mostram ainda pequenas e dentro da faixa de valores usuais para o período.

Deve-se mencionar, ainda, que a ausência de precipitações significativas nos primeiros dias após o rompimento da barragem colaborou para a baixa velocidade de propagação da frente de sedimentos e para sua deposição no leito do rio.

Todavia, com a ocorrência de chuvas, poderão ser registradas alterações no comportamento até agora observado, em decorrência da lavagem e novos aportes de rejeitos localizados na própria barragem e na bacia de drenagem localizada a jusante do local do rompimento.

Trata-se, portanto, de um desastre complexo cujo desenvolvimento no tempo e no espaço precisa ser monitorado de forma que se possa avaliar todos os desdobramentos para a bacia hidrográfica.

O acompanhamento do desenvolvimento do processo no rio Paraopeba, particularmente nas usinas UTE  Igarapé e UHE Retiro Baixo, será de extrema importância para elaborar previsões sobre o comportamento do fenômeno.

Ainda não é possível afirmar, neste momento, as consequências que advirão ou que os rejeitos provenientes do rompimento da barragem irão atingir o reservatório de Três Marias e impactar usuários de recursos hídricos localizados no rio São Francisco.

O monitoramento em curso no rio Paraopeba, conduzido pela ANA, Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), CPRM e Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA), segundo metodologias e procedimentos normatizados, tem seus resultados divulgados por meio de boletins diários nas páginas eletrônicas dessas instituições.

Assim, o acompanhamento continuado da propagação dos rejeitos provenientes do rompimento da barragem será mantido, intensificado e estendido ou adaptado, sempre que necessário, para acompanhar sua evolução ao longo do rio Paraopeba e, eventualmente, no reservatório de Três Marias.

PB Agora com Ascom

 


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