Dezessete alunos e alunas das unidades socioeducativas da Paraíba foram classificados para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática em Escolas Públicas e Privadas (OBMEP) 2019, sendo quatro no nível 1, seis no nível 2 e sete no nível 3.

Na unidade Rita Gadelha, 10 socioeducandas participaram da primeira fase, já na unidade CEJ foram 46 jovens e no CSE 90 adolescentes participaram da competição. Os resultados foram enviados para o comitê em Brasília, que em seguida fará a relação dos classificados por estado.

O coordenador do Eixo Educação, da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac), Rafael Honorato, observou que a participação do socioeducando na olimpíada é ininterrupta, desde a implantação da Escola Cidadã Integral Socioeducativa, nas unidades de internação da socioeducação.

“Essa é uma oportunidade de mostrarmos a capacidade que esses jovens têm, todavia é necessário que a sociedade, antes de tudo, possibilite a oportunidade para que eles possam desenvolver essas habilidades e competências de forma a tornarem-se sujeitos críticos capazes de utilizar tais conhecimentos para a efetivação de seus Projetos de Vida. A OBMEP passa a ser mais do que uma avaliação e transforma-se em mais um instrumento, que dá visibilidade a esses jovens da Socioeducação dando-lhes oportunidades negadas em sua vida escolar”, disse.

O coordenador explica que o Eixo Educação da Fundac quer descobrir protagonistas nas mais diversas áreas do conhecimento. Por isso, os profissionais do Eixo Educação e da Escola Cidadã Integral Socioeducativa estão sentindo a necessidade de buscar adesão às olimpíadas de outras áreas, como português, história, química, entre outras.

Para Tatiana Pinangé, gestora da Escola Cidadã Integral Socioeducativa Almirante Saldanha, trazer a olimpíada de matemática para dentro socioeducação é um respeito para com esses jovens e é trazer tudo que tem nas escolas convencionais para a socioeducação. “É considerar que não são só internos, mas estudantes também. Se nós temos uma escola que funciona lá dentro, então temos que está tendo esse respeito com eles, trazendo o que está tendo lá fora para a socioeducação. Isso ajuda a resgatar a autoestima, a trazerem essa identidade de escola, para que eles entendam que ali é a escola, mesmo que esteja dentro daquele espaço. Isso também é importante”, declarou a gestora.

Já a coordenadora pedagógica da Escola Cidadã Integral Socioeducativa Almirante Saldanha, do Centro Socioeducativo Rita Gadelha (unidade feminina), Neya Lopes, destacou que “as alunas gostam muito da matemática e todas criaram boa expectativa em relação à prova. Nenhuma se opôs a participar”.

O projeto – A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – IMPA, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática – SBM, e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC.

Criada em 2005 para estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área, a OBMEP tem como objetivos principais:

– Estimular e promover o estudo da Matemática;
– Contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de alunos brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade;
– Identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas;
– Incentivar o aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas, contribuindo para a sua valorização profissional;
– Contribuir para a integração das escolas brasileiras com as universidades públicas, os institutos de pesquisa e com as sociedades científicas;
– Promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento.

 

Redação

 


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