Por pbagora.com.br

Uma pessoa morreu baleada durante os violentos protestos oposicionistas em Bangcoc, capital da Tailândia, nesta segunda-feira (13), segundo o ministro Satit Wonghnongtaey.

 

O número de feridos nos confrontos de rua já passa de 101, segundo o governo.

 

Tropas do Exército da Tailândia fecham o cerco aos "camisas vermelhas" que querem a renúncia do primeiro- ministro Abhisit Vejjajiva, dispararam tiros de advertência e lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

 

O cerco do Exército chegou até uma barricada dos manifestantes em um ponto central de tráfego e os forçou a abandonar o local, no primeiro sinal de força do governo desde o anúncio do estado de emergência, no domingo.

 

Um prédio do Ministério da Educação e sete ônibus foram queimados pelos manifestantes próximo à sede do governo, que estava cercada por manifestantes.

Centenas de soldados tomavam uma praça próximo ao local.

Durante a manhã, os militares dispararam rajadas para o ar para deter manifestantes que se dirigiam para as tropas dentro de um ônibus tomado. Cerca de 90 pessoas, a maioria manifestantes, ficaram feridas, duas delas em estado grave.

O ex-premiê acusa o governo de falsificar as informações e garante que "há vários mortos".

 

Os "camisas vermelhas", como são chamados os partidários do ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra, exigem a renúncia do atual premiê, Abhisit Vejjajiva. Shinawatra foi deposto em um golpe militar de 2006 acusado de corrupção e abuso de poder. Quem o defende diz que Abhisit, que governa há quatro meses, não foi eleito pelo povo e deve deixar o poder para que novas eleições sejam feitas.
 

No sábado, os manifestantes invadiram a sede da cúpula de países árabes e conseguiram com que o encontro fosse cancelado. No domingo, eles atacaram o carro do primeiro-ministro e dominaram ônibus públicos na tentativa de bloquear as principais ruas da cidade.

 

"Eu acredito que os piores dias da história da Tailândia estão ainda por vir, já que não vemos nenhuma proposta de solução para essa divisão", disse à agência de notícias Reuters o analista Prinn Panitchpakdi.

 

Vários países recomendaram a seus cidadãos que evitem as viagens a Bangcoc, que celebraria nesta segunda-feira a festa de Songkran, durante a qual as pessoas atiram com pistolas de água. Mas a cidade está em clima de tensão, com várias lojas fechadas e medidas de segurança extremas.

No sábado, milhares de manifestantes forçaram o cancelamento de uma reunião asiática ao invadir um hotel da cidade balneária de Pattaya. Os dirigentes dos países participantes foram obrigados a fugir em helicópteros

A tensão aumentou no domingo com a prisão do líder dos manifestantes de Pattaya, o ex-cantor pop Arisman Pongreungrong.

Thaksin Shinawatra, 59 anos, polêmico empresário bilionário que foi premier de 2001 a 2006, quando foi derrubado por generais monárquicos, fugiu para o exterior para evitar uma condenação e diversas investigações por corrupção, mas continua sendo popular, sobretudo entre as pessoas mais pobres.

Abhisit Vejjajiva, 44 anos, é primeiro-ministro desde 15 de dezembro, depois da mudança na maioria parlamentar em consequência de manifestações pró-monarquia que acabaram com a ocupação dos dois aeroportos de Bangcoc.

Os "camisas vermelhas" acusam Abhisit de ser um "fantoche" nas mãos do Exército e de alguns conselheiros do rei Bhumibol Adulayadej.

 

G1

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