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Obama pede fim das armas nucleares e diz que al-Qaeda ameaça EUA e Europa

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O presidente dos EUA, Barack Obama, lançou nesta sexta-feira (3) um chamado por um mundo sem armas nucleares, depois de chegar à França para assistir a uma cúpula da Otan na qual ganhou o endosso da França para sua nova estratégia para o Afeganistão.

 

Obama também disse que a rede terrorista al-Qaeda ainda é uma ameaça tanto para os EUA como para a Europa.

Saudado como herói por uma multidão, Obama também fez um gesto em direção à Rússia, dizendo que é importante que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) trabalhe com Moscou para tentar resolver uma série de pontos de atrito diplomático.

A Otan comemora seu 60º aniversário neste fim de semana e, embora seu antigo inimigo do bloco soviético tenha deixado de existir há muito tempo, Obama disse que a ameaça de catástrofe nuclear permanece.

"Embora a Guerra Fria tenha terminado, a difusão das armas nucleares ou o roubo de material nuclear podem levar ao extermínio de qualquer cidade do planeta", disse Obama numa reunião na cidade francesa de Estrasburgo na sexta-feira, feita no estilo dos town hall meetings (reuniões norte-americanas em que o público pode fazer perguntas aos políticos).

"Neste fim de semana em Praga vou apresentar uma agenda para buscar a meta de um mundo sem armas nucleares", disse ele, referindo-se à cúpula UE-EUA que terá lugar na República Tcheca no domingo, após a reunião da Otan.

Na cúpula do G20 que teve lugar em Londres na quinta-feira, Obama ajudou a mediar um acordo para fazer frente à crise financeira global. Ele espera obter um consenso semelhante entre os líderes da Otan em relação a como imprimir uma virada na crise no Afeganistão, que está se agravando.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, imediatamente manifestou sua adesão ao novo plano de Obama, que visa enfrentar a violência crescente dos militantes da al-Qaeda e do Talibã que foram expulsos do poder em 2001, mas nunca chegaram a ser completamente derrotados.

"Não tive que arrastar a França ao Afeganistão à força, porque a França reconhece que ter a al-Qaeda operando redutos seguros que podem ser usados para lançar ataques é uma ameaça não apenas aos Estados Unidos, mas à Europa", disse Obama.

Em sua chegada a Estrasburgo, o presidente foi aplaudido por admiradores espremidos atrás de barreiras de segurança, e chegou a receber um beijo de uma mulher na multidão quando dirigiu-se a um encontro com Sarkozy.

A recepção calorosa marcou um contraste forte com a recepção frequentemente fria dada a seu predecessor, o ex-presidente George W. Bush, que era extremamente impopular na Europa, graças em grande medida à decisão de invadir o Iraque em 2003.

A estratégia de Obama para o Afeganistão amplia o foco para incluir o Paquistão e atribui a maior prioridade à derrota dos militantes da al-Qaeda. Tentando conseguir a adesão dos europeus céticos à guerra, Obama disse que a al-Qaeda é uma ameaça maior à Europa que à América.

"É mais provável que a al-Qaeda pudesse lançar um ataque terrorista sério à Europa que aos Estados Unidos, em função da proximidade", disse ele.

A missão da Otan no Afeganistão tem sido criticada por alguns como caótica, mas os líderes europeus vêm relutando em comprometer mais forças com uma guerra cuja impopularidade cresce entre os eleitores.

Já tendo anunciado planos de somar 17 mil soldados norte-americanos aos 38 mil que já estão no Afeganistão, Obama anunciou que enviará outros 4.000 para ajudar a treinar funcionários afegãos no combate a problemas como o narcotráfico crescente e a corrupção nas esferas do governo.

Apoio à Otan
Obama garantiu aos europeus que os Estados Unidos querem melhorar a capacidade da Otan ao máximo possível, horas antes de participar da cúpula da Aliança Atlântica por seu 60º aniversário.

"Queremos aliados fortes. Gostaríamos de ver a Europa com uma capacidade de defesa robusta", afirmou Obama em entrevista com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em Estrasburgo.

G1
 

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