Por pbagora.com.br

O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, prometeu hoje renunciar ao cargo caso seja formalmente acusado de corrupção. Durante entrevista coletiva convocada para responder à recomendação da polícia, anunciada ontem, Lieberman disse que não fez nada de errado. "Se eu tivesse de fazer tudo novamente, faria exatamente da mesma forma." Ele afirmou duvidar que venha a ser indiciado. "Mas se isso acontecer, não há dúvida de que renunciarei na mesma hora", prosseguiu. A decisão quanto ao indiciamento do polêmico chanceler cabe ao procurador-geral de Israel, e isso pode levar meses para acontecer.

 

A declaração vem à tona um dia depois de a polícia de Israel ter recomendado o indiciamento do chanceler por dispor de evidências suficientes para acusar Avigdor Lieberman de ter aceitado subornos e de ter praticado fraude e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A investigação da polícia se concentra em milhões de dólares que teriam chegado a Lieberman por intermédio de empresas de fachada abertas por ele. A apuração começou em 2006 e abrange eventos ocorridos desde o ano 2000. Caso seja indiciado, vá a julgamento e acabe condenado, Lieberman corre o risco de pegar pena de até 31 anos de prisão.

 

Lieberman se tornou chanceler de Israel em março, depois de seu partido, o ultranacionalista Yisrael Beitenu, ter ficado em terceiro lugar nas eleições gerais do país. O chanceler e seu partido são alvo de duras críticas por posições amplamente vistas como discriminatórias com relação à minoria árabe de Israel.
 

 

Estadão