Por pbagora.com.br

A Casa Branca teria rejeitado pelo menos cinco solicitações de uma reunião bilateral do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo afirmou o diário britânico The Guardian. A informação foi negada por fontes do governo britânico.
 

As relações entre ambos os países não estão em seu melhor momento por conta da decisão do governo autônomo escocês de colocar em liberdade um líbio condenado pelo atentado terrorista contra um avião em Lockerbie, na Escócia, no qual morreram 270 pessoas, a maioria passageiros americanos.

 

Segundo o jornal britânico, Brown não só aspirava a uma reunião com Obama mas tinha sondado a possibilidade de uma entrevista coletiva conjunta com o presidente americano em uma tentativa de apresentar-se como um pilar da diplomacia internacional.

 

O escritório do primeiro-ministro qualificou essa informação de carente de fundamento e assinalou que Brown e Obama têm muitas oportunidades de falar entre eles já que se sentam juntos nas cúpulas multilaterais. As mesmas fontes insistiram em que ambos colaboram estreitamente em assuntos como a futura regulação econômica global, as gratificações aos banqueiros, a não-proliferação nuclear e a luta contra a mudança climática.

 

O próprio Gordon Brown disse em Nova York, onde participa da Assembleia das Nações Unidas (ONU), que "a relação especial (com os EUA) é forte e segue se fortalecendo".

 

O jornal britânico assinala, no entanto, que, frente à suposta recusa a reunir-se com Brown, Obama manteve em Nova York reuniões bilaterais com o presidente da China, Hu Jintao, o da Rússia, Dmitri Medvedev, assim como com o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama.

 

Esta não foi a melhor semana para o chefe do governo britânico, já que na quarta-feira, um forte representante do Partido Trabalhista, o ex-ministro do Interior Charles Clarke, disse em entrevista jornalística que Brown devia pensar em deixar o cargo antes das próximas eleições por sua própria dignidade. De não fazê-lo, advertiu Clarke, a legenda não só perderia as próximas eleições gerais, que devem celebrar-se em meados de 2010, mas ficaria fora do poder durante dez ou doze anos.

 

Estadão