Apesar do agravamento de seus problemas de saúde, Steve Jobs trabalhou no último ano no desenvolvimento de produtos que devem garantir os próximos quatro anos da Apple, segundo fontes da própria empresa ouvidas pelo jornal “Daily Mail”. O executivo também se dedicou bastante, recentemente, à aprovação da construção do futuro prédio da empresa, com capacidade para 12 mil funcionários.

Ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo “Daily Mail”, o executivo morto nesta quarta-feira (5) inspecionou o desenvolvimento do iCloud, sistema que levará o conteúdo dos eletrônicos da Apple para a nuvem (servidores remotos). Ele teria encabeçado projetos de novas versões do iPod, iPad, iPhone e Macbook, “garantindo o equivalente a pelo menos quatro anos de produtos que ainda estão sendo projetados”, afirmou a publicação britânica, citando “fontes da Apple”.

A notícia da morte de Steve Jobs foi confirmada na quarta-feira (5) e, até agora, nada foi divulgado sobre um possível funeral do executivo conhecido pela discrição na vida pessoal. Logo após a confirmação da morte, sua família divulgou uma nota pedindo que sua privacidade seja respeitada neste momento de pesar.

Homenagens
Logo após o anúncio da morte de Steve Jobs, pessoas do mundo todo fizeram homenagens ao cofundador da Apple – além dos fãs da marca, celebridades, políticos e grandes empresários. Barack Obama, Bill Gates e Mark Zuckerberg estão nesta lista da qual também faz parte Choi Gee-sung, presidente da Samsung, grande rival da Apple.

A empresa sul-coreana, que está em guerra com a Apple por conta de patentes, divulgou nota dizendo que o espírito inovador de Jobs sempre será lembrado e prestando suas "mais profundas condolências" aos familiares e colegas do executivo.

E agora?
Muito se especula sobre o futuro da Apple, por conta da influência que Steve Jobs tinha sobre tudo o que era desenvolvido e criado pela empresa. "Steve foi uma personalidade de grande destaque e era um homem de negócios extraordinário", resumiu Van Barker, da consultoria Gartner, à agência de notícias France Presse. "Contudo, a máquina não vai parar. Muitas das qualidades de Steve estão gravadas na cultura da Apple."

Esse trabalho será desafiador para Tim Cook, que está à frente da companhia desde o final de agosto, quando Jobs renunciou ao cargo de diretor-executivo por conta de problemas de saúde.

"A Apple é sua herança, como a Disney é do Walt Disney e a GE do Thomas Edison. A cultura da inovação, de pensar de maneira diferente, de assumir riscos, vai sobreviver", afirmou também à France Presse Shaw Wu, analista da Sterne, Agee & Leach. "O desafio e a oportunidade que se apresentam agora para a Apple serão para manter esta cultura. A boa notícia é que Steve colocou em marcha uma equipe sólida", acrescentou.

Para os especialistas ouvidos pela AFP, a questão agora está em determinar a capacidade da companhia de continuar lançando novos “best-sellers” capazes de atrair os consumidores em massa para as lojas da Apple e seus revendedores em todo o canto do mundo.

 

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