Por pbagora.com.br

A Igreja Católica, envolvida em escândalos de pedofilia, deve estar "na posição de dizer que não tem nada a esconder", declarou neste sábado (24) o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

"É hora da verdade, da transparência e da credibilidade", afirmou, durante uma coletiva sobre a comunicação na era digital, organizada pela Igreja Católica.

24/04/2010 13h20 – Atualizado em 24/04/2010 14h06

Igreja Católica deve dizer que não tem nada a esconder, diz porta-voz
‘É hora da verdade, da transparência e da credibilidade’, disse porta-voz.
Nesta semana, papa aceitou renúncia de bispos por casos de pedofilia.
France Presse
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A Igreja Católica, envolvida em escândalos de pedofilia, deve estar "na posição de dizer que não tem nada a esconder", declarou neste sábado (24) o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

"É hora da verdade, da transparência e da credibilidade", afirmou, durante uma coletiva sobre a comunicação na era digital, organizada pela Igreja Católica.

"O segredo e a discrição não são valores que fazem um favor à maioria. Devemos estar na posição de dizer que não temos nada a esconder", afirmou, citado pelas agências de notícias italianas.

Nesta semana, o Papa Bento XVI aceitou a renúncia de bispos envolvidos em casos de pedofilia.

O belga Roger Vangheluwe reconheceu ter abusado de um menor anos atrás. Ele é o primeiro bispo a renunciar por ter cometido abusos sexuais contra menores desde a onda de escândalos que sacudiu a Igreja na Europa e na América desde novembro.

James Moriarty foi o quarto bispo a apresentar demissão depois dos escândalos na Irlanda.

Importantes dirigentes da Igreja são acusados de ter protegido sacerdotes que supostamente cometeram abusos sexuais, enviando-os a outras paróquias ao invés de delatá-los à Justiça.

A suposta vítima de um padre acusado de ter abusado de quase 200 crianças em uma escola de surdo-mudos de Wisconsin (Estados Unidos) impetrou uma ação na quinta-feira contra o Vaticano e o Papa para pedir a publicação dos autos secretos sobre as investigações internas da Igreja Católica sobre os casos de pedofilia.

 

G1