Por pbagora.com.br

Treze pessoas morreram e ao menos quatro ficaram gravemente feridas no ataque ao prédio de uma organização de atendimento a imigrantes que houve, nesta sexta-feira, na cidade de Binghamton, no Estado americano de Nova York, disse o chefe de polícia, Joseph Zikuski. Um 14º corpo foi encontrado, mas a polícia diz acreditar ser o atirador, que teria se suicidado com um tiro na cabeça.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, um agente de segurança informou, sob condição de anonimato, que o atirador portava documentos em nome de Jiverly Voong, 42, mas que eles eram falsos. "Temos bons motivos para achar que o atirador está entre os motos", afirmou Zikuski.
Mike Groll/AP

O policial ainda confirmou que o criminoso tinha ligações com a instituição atacada –ele seria vietnamita–, porém se recusou a comentar suspeitas para a motivação do crime.

O massacre desta sexta-feira é o pior registrado nos Estados Unidos desde que um jovem matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007.

Em entrevista, o chefe de polícia, que não confirmou a identidade do acusado divulgada pela Associated Press, disse que o crime foi "obviamente premeditado". Zikuski confirmou que um carro foi usado pelo criminoso para bloquear a porta dos fundos do prédio antes de entrar na tentativa de evitar o maior número de fugas possível.

Logo que chegou ao saguão, o homem atirou nas duas recepcionistas. Uma morreu na hora, mas a segunda fingiu estar morta e, logo depois, conseguiu se arrastar até a própria mesa e, por telefone, avisar a polícia. Em dois minutos, os primeiros oficiais chegaram.

A deputada Maurice Hinchey informou que o atirador tinha sido demitido da IBM da cidade de Johnson City havia pouco tempo e que, depois de entrar, o alvo dele foi um grupo de pessoas que faziam um teste para pedir cidadania americana. "Foi no meio de uma prova. Ele apenas entrou e abriu fogo na sala", contou a deputada à Associated Press.

Segundo a CNN, a polícia pediu à Justiça um mandado de busca e apreensão para vasculhar a casa do acusado.

Zhanar Tokhtabayeva, 30, do Cazaquistão, contou que estava em uma aula de inglês quando ouviu tiros. "Eu ouvi todos os tiros. Não ouvi gritos, só silêncio e tiros. Eu pensei "quando isso vai acabar?’ Pensei que minha vida tinha acabado", disse à Associated Press.

Segundo o chefe de polícia, no total, 63 pessoas ficaram presas dentro do edifício, após os disparos, por até cinco horas. Dessas, 37 conseguiram sair enquanto 26 permaneceram na casa de máquinas, escondidas. Todas saíram ilesas.

Instituição

Em seu site, a organização atacada, chamada Associação Cívica Americana, afirma ajudar imigrantes e refugiados com aconselhamento, reorganização, cidadania e união familiar com uma equipe de intérpretes e tradutores. A instituição também atende casos de emergência, inclusive brigas, fome ou falta de moradia.

Mike Chanecka, amigo da presidente da instituição, Angela Leach, afirmou à mídia que ela está "muito triste". "Ela não sabe de nada, está tão chocada quanto todos nós." O prefeito de Binghamton, Matthew Ryan, chemou o episódio de "o dia mais trágico de toda a história de Binghamton".

De Baden-Baden (Alemanha), o presidente americano, Barack Obama, que participa de uma reunião da Otan (aliança militar ocidental), afirmou ter ficado chocado e triste com o episódio, que chamou de "ato de violência sem sentido". Obama disse ainda que ele e a primeira-dama, Michelle, estavam rezando pelas vítimas, as famílias delas e os moradores de Binghamton.

Binghamton está localizada na junção entre os rios Susquehanna e Chenango, sul do Estado de Nova York, e tem cerca de 47 mil habitantes.

 

 

Folha

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