Por pbagora.com.br

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton lamentou "profundamente" nesta segunda-feira a expulsão de famílias palestinas de suas casas em Jerusalém Oriental, e pediu a Israel que "se abstenha destas ações provocativas".

Neste domingo, 53 pessoas de duas famílias palestinas tiveram de sair de suas casas por ordem da Justiça israelense.
 

 

Agentes arrombaram as portas de ambas as casas e tiraram à força todos que estavam dentro delas.

A expulsão, que também foi condenada pela ONU e pelo Reino Unido, foi determinada pela Suprema Corte israelense numa decisão emitida na semana passada e que concede a famílias judaicas o direito de propriedade sobre os imóveis.

"Considero que essas ações são profundamente lamentáveis. Eu disse anteriormente que a expulsão de famílias e a demolição de casas em Jerusalém Oriental não se enquadra nas obrigações de Israel", disse a chefe da diplomacia americana.

"Peço ao governo de Israel e aos funcionários municipais que se abstenham dessas ações provocativas. Ambas as partes tem a responsabilidade de evitar ações provocativas que podem bloquear o caminho até um acordo integral de paz".

Pressão

Israel sofre pressão dos EUA e de outros países para congelar totalmente os assentamentos na Cisjordânia.

No entanto, o primeiro-ministro do país, Binyamin Netanyahu, defende a construção nos blocos existentes para acomodar o crescimento das famílias de colonos judeus, denominado de "crescimento natural".

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, exige a suspensão de todas as construções, incluindo as voltadas ao crescimento natural, como condição para retomar as estancadas negociações de paz com Israel.

Folha

 

Notícias relacionadas

Saiba se sua conta foi uma das 533 milhões que vazaram do Facebook

Mais uma vez o Facebook teve sua segurança quebrada e dados pessoais de 533 milhões de contas ficaram disponíveis na internet. Números de telefone, e-mais, endereços e outras informações ficaram…