Por pbagora.com.br

As autoridades das Filipinas contabilizam pelo menos 106 vítimas do tufão que devastou o país asiático neste final de semana. O número de mortos já chega a 83 e corpos ainda são recolhidos por soldados, equipes de resgate e voluntários civis dos lamaçais, em vilarejos e na capital Manila, atingida pelas piores chuvas registradas em 42 anos.

Os moradores locais já começaram a limpar suas casas com o recuo das águas, embora muitas partes da capital ainda permaneçam submersas. A "trégua" permitida pelas chuvas permitiu uma visão parcial da tragédia: há casas destruídas, veículos capotados e estradas cobertas de lama e dejetos.

A tempestade tropical provocou uma chuva de 12 horas na região metropolitana de Manila e arredores, levando o governo das Filipinas a declarar estado de calamidade.

"Nós voltamos à estaca zero. De repente, todos os nossos pertences estavam flutuando. Se as águas subissem ainda mais, toda a nossa vizinhança teria morrido", diz Ronald Manlangit, 30, um morador de Marikina, cidade nos arredores de Manila, que conseguiu sobreviver levando seus familiares para o segundo andar de sua casa.

A presidente Gloria Macapagal Arroyo percorreu algumas áreas devastadas e apelou para que os moradores locais se mudem do local. Segundo ela, a tempestade e as enchentes foram "um evento extremo", que levara "ao limite" as capacidades do Estado.

As autoridades calculam que mais de 330 mil pessoas foram afetadas pelas tragédia. Pelo menos 59 mil estão abrigadas em escolas, igrejas e outros abrigos improvisados.

Folha