Por pbagora.com.br
Foto: Marcos Corrêa/PR

Perfis no Twitter que dizem pertencer ao grupo hacker Anonymous Brasil divulgaram na noite desta segunda-feira, 1º, supostos dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos Carlos, Eduardo e Flávio, além de integrantes do governo e aliados do presidente, como a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Uma das contas que vazou os dados foi suspensa minutos depois e o site onde estavam armazenadas as informações saiu do ar.

A Anonymous atua em outros países e ressurgiu no último domingo, 31, após desdobramentos do caso de George Floyd, homem negro assassinado durante uma abordagem policial nos Estados Unidos. Em vídeo, a organização ameaça expor “muitos crimes” cometidos pela polícia em todo o mundo.

No fim de semana, o Anonymous divulgou um inquérito que tramita em Nova York, no qual o presidente americano Donald Trump é investigado, junto com Jeffrey Epstein, o bilionário que morreu na prisão, por estupro de uma menina de 13 anos, em 1994. Antes, o coletivo afirmou que Trump tinha relação direta com a morte de Epstein, que supostamente teria cometido suicídio.

No domingo, o Anonymous afirmou que a princesa Diana foi morta a mando da família real britânica, pois ela tinha provas (gravações e fotos) do envolvimento de membros da realeza em estupros de menores, em festas promovidas por Epstein, que também mantinha relação de amizade com integrantes da família real.

Família Bolsonaro

A conta que vazou supostos dados de autoridades brasileiras nesta segunda estava sem publicar no Twitter desde outubro de 2018. No último domingo, anunciou a volta. “Chamado #AnonymousBrazilNeedsHelp. Estamos preparando nosso barco! Logo teremos vazamentos de dados, estamos preparando. #Anonymous #AntiFascista #Antifa Ajude com RT”, diz uma publicação. No Twitter, as hashtags (palavras-chaves) #Anomymous e #anonymousbrasil estavam entre as mais comentadas da madrugada.

Um dos documentos vazados mostra uma nota fiscal no valor de R$ 56.160 de um posto de gasolina, emitida em fevereiro deste ano em nome do presidente Jair Bolsonaro.

O perfil afirma ainda que outras contas “hacktivistas” estão sendo reativadas na rede social. Além de Bolsonaro e seus filhos, tiveram os supostos dados vazados o deputado estadual Douglas Garcia, aliado do presidente, os ministros Abraham Weintraub e Damares Alves, e o dono da Havan e também aliado de Bolsonaro, Luciano Hang. Entre os dados vazados estão informações como e-mails, telefones, endereços, perfil de crédito, renda, nomes de familiares e bens declarados.

Garcia confirmou o vazamento de seus dados pelo grupo e afirmou que irá fazer um boletim de ocorrência. “Anonymous Brasil, de forma criminosa, acaba de divulgar todos os meus dados nas redes sociais. Para que colocar os meus familiares em risco? Para que divulgar o endereço de minha casa? Os lugares em que trabalhei? Estou indo agora mesmo na delegacia fazer um boletim de ocorrência”, escreveu o deputado.

A conta americana, que acumula mais de 4,9 milhões de seguidores, mencionou o presidente Jair Bolsonaro no domingo. “Algo que as pessoas devem olhar no Brasil é investigar se Bolsonaro tem algum vínculo com o traficante e estuprador de crianças John Casablancas, um associado próximo de Trump que atuou como proxy (termo que designa servidores intermediários) para os negócios de Trump no Brasil sob algum cargo obscuro e indefinido”, escreveu.

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